Band Sports

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Borges e Washington juntos? Acho que não...


Não falo apenas pelo jogo de Campinas, mas não acredito em Borges e Washington juntos; a não ser com muito treinamento e entrosamento.

Me parece que o Muricy não vai ter, nem precisa ter essa paciência; antes não haviam opções, a última temporada foi sofrível depois da venda de Aloísio, nas devidas proporções (é evidente), no entanto hoje elas existem.
Borges perde muita função quando não fica na entrada da área para servir de pivô, e ainda falta explosão para seus dribles pelo lado campo; Washington e Borges tem qualidade na finalização dentro da área, se equivalem muito, mas é um desperdício sem tamanho que qualquer um deles abandone a área.
O Borges também é bom de cabeça, que é na dúvida o melhor fundamento de Washington. Em linhas gerais, entretanto o dono da camisa 17 já deu mostras que seu futebol não é extamente feito para o estilo da Libertadores, a verdadeira ambição tricolor, ao contrário de Washington, com eficiência comprovada no torneio sul-americano da última temporada - isso deve definir algumas coisas...
A situação atual é semelhante com o caso do Adriano, contratado por empréstimo de seis meses junto ao Internazionale de Milão no primeiro semestre de 2008; e naquela época Borges era a última opção, e fato é que foi a melhor dupla para o Imperador; mas, Dagoberto e Washington, e também não falo apenas do jogo de Campinas, se dão muito melhor juntos, o futebol deles se encaixa com primazia!
Em suma, não acreditava nem um pouco que a dupla Hernanes e Richarlyson pudesse resolver a lacuna deixada por Mineiro e Josué, por exemplo. Muricy calou a boca de muita gente no Morumbi, foi bi-campeão do Brasil com os dois no meio-campo, levou os dois para a seleção do campeonato e os dois para o time de Dunga. Convém respeitar suas opções...

Colombianos mais próximos (muito mais próximos!) do grupo do São Paulo na Libertadores

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cada seleção tem o técnico que merece!



Mauro Beting, um dos três mais brilhantes jornalistas esportivos que eu conheço, escreveu "ponte-aérea São Paulo-Washington" depois da boa vitória no clássico de domingo: dois gols na estréia também é brilhante! Escreveu, além disso, que se ele fosse Amauri "quando sair o passaporte italiano, bato à porta do vestiário de Marcello Lippi e peço uma camisa no ataque azzurro". Esperava-se que Dunga chamasse o quase ítalo-brasileiro para enfrentar justamente a Itália, no estádio do Arsenal.


Se eu fosse Amauri, além de uma conta bancaria quilometricamente maior, continuaria fazendo meus gols na Juventus; não aceito nenhum argumento de jogador que se naturaliza, isso não passa de deserção. Em suma, Dunga não chamar Amauri é muita falta de coerência; acho o Adriano trezentas vezes mais jogador, tem passagem pelo Tri-Campeão do mundo e pelo Hexa-Campeão do Brasil, isso basta, não importa o rótulo de Bad-Boy; contudo, ninguém me tira da cabeça que seleção é momento, e é o momento do Amauri há pelo menos uma temporada - de resto, no ataque sem ressalvas (Bad-Boy por Bad-Boy, Serginho Chulapa também foi e isso não o impediu de fazer 232 gols com a camisa do São Paulo, o maior artilheiro na história).


Dunga poderia ter deixado Anderson e Thiago Silva em seus clubes, um se recupera de lesão e o outro não deve jogar até o próximo dia 10, mas se preferiu poupar a falta de ritmo e o início de temporada dos selecionáveis aqui do Brasil, o mesmo não se aplicou à eles.


Não, Doni não pode ser chamado! Júlio Cesar eu aceito, mas trocar o goleiro da Roma por Diego Alves não justifica-se; até o Rubinho é mais goleiro que ele, o reserva dele, o Artur é mais goleiro, talvez o Júlio Sergio, o terceiro goleiro e campeão brasileiro com o Santos em 2002 - titular na ausência de Fábio Costa - , seja mais jogador!


Adriano Correa, na lateral esquerda, é das melhores opções, contudo seria necessário repensar, não é assim que ele joga no Sevilla. No entanto, esperar o que de quem já convocou Richarlyson nessa posição... e ainda botou de titular?!?!?! Lamentavelmente é muita incogruência junta; nomes como o dos laterais brasileiros da Internazionale e do Deportivo Lã-Coruña seriam cirúrgicos (será que o Juvenal já esqueceu do segundo, o Felipe - está alguns anos-luz na frente do Júnior César).


Maicon foi meu voto para a seleção da Europa, no site da UEFA, mas ainda penso em chances para Rafinha e Ilsinho, não creio que jogador desaprenda a jogar futebol. E por falar em laterais, até a FIFA se preocupa com a indefinição a respeito dos sucessores de Cafu e Roberto Carlos. Uma matéria em seu site revela a situação e o cenário que se acentou nos últimos dois anos.


Não tenho visto os clubes portugueses desde o fim das Copas Européias; será mesmo que Luisão é mais nome que o irmão, ainda que Alex Silva venha jogando no meio na Alemanha, ou que o próprio Alex - esse tem jogado pouco no Chelsea, mas Thiago não vai ir além de Milanelo até pisar no Emirates e ainda assim está na lista.


Sinceramente, Mineiro (que saudade!) sem ritmo é mais jogador que o decadente Gilberto Silva, ao menos na seleção - já que Dunga apela com Felipe Melo, até o Mattos que joga com o Gilberto deve ter mais condições, não duvido que Jadson, Fernandinho, Willian, ou qualquer outro cabeça-de-bagre do Shaktar, também, poderiam ser melhor aproveitados. No frigir do ovos, usar a maioria de jogadores advindos do futebol italiano é uma boa maneira de montar um time para enfrentar os tetra-campeões mundiais.


Ainda assim, depois de não fazer gols na Colômbia ou na Bolívia, em casa pelas Eliminatórias, nada justifica a manutenção de um anão da Branca de neve à frente do nosso selecionado. Mas, aproveitando a passagem por aqui, depois do jogo contra Portuguesa, e dos poucos minutos contra o Ituano, à primeira vista Arouca veio para ser armador, mais ou menos nos moldes de Hernanes, e não duvido que lado a lado teremos muito a ganhar. Mas se Jean ficar fora da Libertadores por nunca ter jogado uma, mando parar o ônibus para eu descer. Pelo amor de Deus, aí o Muricy tem que mudar de esporte!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ceni bate falta como ele; mas ele defende como Ceni?

Honestamente não gosto do Cristiano Ronaldo por seu comportamento omisso em decisão; com a exceção da sua singela atuação na final contra a LDU, não houveram outras partidas decisivas em que ele pudesse ser apontado como único ou direto responsável. Creio que o melhor parâmetro para o jogador levar o prêmio é o que fez Kaká em 2007; não havia como o Milan respirar sem Kaká, não teria avançado sequer da fase de grupos na Liga, tamanha a dependência. Acho que isso faz um jogador merecer ser eleito, a sua capacidade de mudar o rumo das coisas; Marta faz isso com um futebol condenado à inércia da CBF na seleção. E por falar em seleção, qual a representatividade de Ronaldo para Portugal; foi um fracasso quando ainda não tinha responsabilidades na Euro 2004, em casa, e não resolveu quando dele se esparava tudo, na Copa 2006 e na Euro 2008. Qualquer um dos outros que concorreram com Cristiano fazem mais por suas seleções, inclusive Kaká, que há despeito da derrocada na Alemanha com o time de Parreira, em que sua condição clínica também foi determinante, é nossa principal referência e esperança, genial na Copa da Confederações em 2005, por exemplo. No Manchester, Van der Sar, Giggs, Anderson, Rooney são mais responsáveis pelas conquistas, por seus desempenhos decisivos quando é preciso decidir, do que o "melhor do mundo". Seus lances mágicos se limitam aos confrontos contra o segundo escalão inglês, não quando é preciso fazer algo de diferente. Vamos analizar os votos dos principais técnicos e capitães do planeta: uma minoria votos em Cristiano. O Ronaldo português foi eleito graças aos votos de um bando de pobres coitados da periferia da Ásia, África, América Central e Oceania, exatamente o nível de gente que em uníssono querem ver longe do Mundial de Clubes da própria FIFA. Pra dizer bem a verdade, prêmio de melhor do mundo não poderia deixar ressalvas, como mesmo gente entendida por aí afirmar ser o "menos pior em 2008"; se não houve realmente consenso, sou partidário de que o prêmio ficasse encostado. Me parece, que há outras coisas no futebol além do resultado...
Rogério Ceni não é só mais jogador do que Cristiano. Rogério é mais decisivo, é mais versátil, enfim, é melhor!

O Time em 2009

Acho prudente manter os três zagueiros; primeiro porque já há uma base formada e segundo, para tirar proveito dos bons alas que foram contratados. Se Rodrigo não voltar para Ucrânia, fica a zaga "invencível" de 2008. Sem ele, se não chegar nenhum outro atleta da posição, Zé Luís resolve lá trás e ainda dá uma força na saída de bola; Renato Silva será um bom reserva, feito foram Juninho e Anderson. Com Wágner Diniz e Júnior César nas laterais, ainda acho que Jorge Wágner pode ser aproveitado no meio, em detrimento de Hugo, que jogaria na falta do ex-jogador do Fluminense. Se Hernanes não for negociado, a dupla com Jean não se altera, sendo possível uma boa variação entre os camisas 15 e 7, ora um saindo, ora outro cobrindo o meio pela esquerda. Washington chega na mesma condição de Adriano, para ser titular. E feito o atacante da Internazionale, a um passo de perder a posição para o matador Borges. No gol, o eterno titular e capitão do TRI Rogério Ceni, que só não joga quando quiser.Não há dúvida que agora existem boas opções para as laterias, ainda que o esquema com apenas dois zagueiros continue sendo temeroso; são vastas as possibilidades de variar o uso de volantes e enquanto não chegar o meia-armador, vai ser possível se virar melhor sem ele nessa temporada. Contra os pequenos no Morumbi ou precisando de um resultado na Libertadores, dá até pra jogar com três atacantes. Bola aérea: agora, com ainda melhores opções, Jorge vai disparar ainda mais na média de assistências; jogar sem ele contra as retrancas sul-americanas será um suplício!!! Até segunda ordem, os TETRAS vêm aí!!!!