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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Presente de Natal para nós, os são-paulinos!


A notícia é do jornalista Victor Birner, da CBN, da Cultura, do Blog do Birner...


Ibson por Richarlyson

De primeira, Transferências

De Victor Birner

Conversei com o Cuca.

Ele me disse sobre o interesse do Flamengo na troca de Ibson por Richarlyson.

O treinador rubro-negro quer o são-paulino em seu elenco em 2009. Na Gávea ninguém nada em dinheiro e Cuca sabia do desejo do Sâo Paulo por Ibson antes de retornar ao clube carioca.

 O empresário Eduardo Uran conduz as negociações.

Atualização - 17h27 

Telefonei para Eduardo Duran.

Segundo ele: ” o Ibson tem mais 6 meses de contrato com o Flamengo, o investimento é muito alto para quem está fora da Libertadores, e sabemos que o São Paulo gosta do Ibson”

Confirmou que o presidente Juvenal Juvêncio sabe da “idéia”  

E falou que tratará do assunto em breve, pois na prática não há nada ainda.

Birner é dos melhores jornalistas da nova geração, e não por acaso, é são-paulino convicto! A notícia é absolutamente nova, ninguém suspeitava dela até agora. Ninguém exceto Birner; ele, é evidente, está nos meus Favoritos aqui do note, é sempre salutar uma passadinha por lá. Registre-se que o sujeito está em férias... Seu últimos "furos", com todo respeito, foi o contrato que Arouca assinou com o São Paulo, postado ainda no dia 20, e o patrocínio que o Palmeiras acertou com a Sansung, para em 2009 estampar sua marca no Palestra Itália, publicado ontem a noite. Um exemplo de profissional. E quanto a notícia, apenas como boato já é a melhor coisa que poderia acontecer no ano que se inicia. Não teria como passar o Natal melhor. Boa ceia para nós todos!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Grupo 4 da Libertadores definido

GLOBOESPORTE.COMCáli, Colômbia


A partir deste domingo, o São Paulo conhece mais um adversário no Grupo 4 da Taça Libertadores da América 2009. Na decisão da Copa Mustang, o torneio clausura do Campeonato Colombiano, o América de Cáli venceu o Independiente de Medellín por 3 a 1 e conquistou o título. No primeiro confronto, o América bateu o rival por 1 a 0, na última quinta-feira. O gol foi marcado por Victor Cortés, aos 18 minutos do segundo tempo.

 

Por enquanto, o Grupo 4 está sendo formado por São Paulo, Defensor Sporting, do Uruguai, e América de Cáli. O vencedor do confronto entre Peñarol e Independiente de Medellín se juntará a estas três equipes na disputa do maior torneio sul-americano interclubes.

Só SÃO-PAULINO sabe o que é isso!



São Paulo 1 x 0 Liverpool - O dia que ainda não acabou

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Um TRI do tamanho do mundo

Torcer para o São Paulo é uma grande moleza. Mas não enjoa, não. Porque como bem disse alguém algum dia, cada título tem o seu charme. Há três anos o São Paulo ganhou o título mais importante de sua galeria. O único campeão do mundo em todos os formatos de campeonato mundial, ou pelo menos até domingo, quando o Manchester pode alcançar esse feito, mas não o TRI, na final em Yokohama contra a LDU, campeã da Libertadores, não TRI.
Eu poderia muito bem aqui, dizer com todas as letras que vou secar o Manchester, torcer contra, mas fato é que ser sãopaulino é diferente. Ser sãopaulino, antes de qualquer coisa, é ter um coração afável. Não queremos a desgraça alheia, com toda sinceridade, a inveja dos demais é que nos persegue. O sucesso incomoda, porém não sobe a nossa cabeça.
Por isso somos exemplo. Qualquer gostaria de ser o São Paulo, no entanto não conseguem. Todo mundo tenta fazer o que São Paulo faz, contudo nascemos assim, um time que antes dos 80 anos já ganhou mais do que qualquer um centenário no Brasil. Nossa vocação é muito maior. Somos os escolhidos, e isso não escolhemos.
O Milan é hoje o único tetra campeão mundial, sabemos reconhecer isso. Tirando corinthianos e argentinos, sabemos valorizar o bom futebol, a magia que nos move e nos colocou no topo e por lá nos mantém, ainda que tentem afirmar o contrário. Honestamente, 2009 parece ser um ano promissor. Realmente não sei se efetivamente será o ano do TETRA: tetra da Libertadores, tetra do Brasileiro e Tetra do Mundial... não sei... As perspectivas são boas, mas não sou capaz de prever o futuro. Mas com certeza, há uma coisa que é definitiva. Chegamos a um ponto que somos inatingíveis, pelo menos nessa década! Isso não tem preço, é o que pagamos por organização, competência, planejamento. Essas palavras são tão batidas no nosso vocabulário, que qualquer um vê no que isso deu. No mais bem sucedido clube brasileiro em todos os tempos.
Tenho certeza que não somos melhores ou piores que ninguém, não somos mesmo; não posso acreditar que alguém entre em campo para perder, isso é canalhice que não merece referência. Porém somos apenas diferente, porque fazemos diferente. Somos seres humanos como qualquer um outro, temos os defeitos e erramos feito qualquer um - do contrário ganharíamos tudo, o que não é o caso; no entanto, conseguimos ver as coisa de outra perspectiva, somos, como já disse outro dia, parte privilegiada da raça humana, a evolução da espécie.
Mas prepotência não faz parte da nossa natureza, não ganhamos pelo gosto de humilhar, apesar de sentirmos pena dos outros; ganhamos porque está implícito, nosso sinônimo é vitória, nosso ideal é o sucesso. É por isso que nossa vocação é o mundo, nossas glórias não cabem dentro de um país. E o mundo viu isso, em 18 de dezembro de 2005, o dia mais importante da vida do Sãopaulino!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

São Paulo é Bi-campeão Mundial!

Recordar é viver, sãopaulinos e invejosos de plantão. Há 15 anos, o São Paulo de Telê Santana igualava o Santos de Pelé... Que falta aquele time faz! Pelo menos, ao que parece, um novo Telê começa a engatinhar no Morumbi; faltam só duas Libertadores e dois Mundiais para Muricy... Fácil, fácil!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Portugal Gouvêa: a morte de um Visionário



A notícia da morte de Marcelo Portugal Gouvêa pega de surpresa. Mesmo que seja decorrência de um problema coronariano que o deixara internado, não se esperava que alguém tão importante deixasse a vida assim tão cedo. Coisas dessa mesma vida, para morrer basta estar vivo. A morte de um sãopaulino, convicto e realizado, é uma perda irreparável.
Pode parecer oportunista, quem sabe soe feito clichê; mas fato é que não há outra explicação aparente para que o hexa tenha sido adiado, o Fluminense não explica o resultado. Perder um amigo, alguém com quem conviveu por um tempo considerável, dividindo alegrias e tristezas, com quem se recorda momentos tão agradáveis e uma figura singular. Nem a mais gélida das personalidades, seja do elenco tricolor ou de qualquer outro lugar, ficaria indiferente. No fim de noite da véspera do domingo mais importante do ano, a informação bombástica, especula-se por volta das 23 horas. Durante toda a madrugada, o velório, um clima, literalmente, de enterro. Seja como for, não seria prudente festejar o que quer que seja nesse domingo; para quem acredita, Deus realmente escreve o certo por linhas tortas. Aliás, justiça feita ao campeonato, que de tão equilibrado, feito nunca visto na história dos pontos corridos, só poderia mesmo ser decidido na derradeira rodada; o título, a Libertadores, a Sul-Americana, e as duas últimas vagas na série b. Mas, convenhamos, isso agora tem pouca relevância, nada vale mais que uma vida, em especial de alguns seres humanos.
Falando na história dos pontos corridos, começou em 2003 também, exatamente, o maior projeto do menino que ousou sonhar. Portugal Gouvêa assumiu a presidência em 2002, e a herança maldita de Paulo Amaral, de contratempos inclusive com o ídolo-mor Rogério Ceni. Um time aos pedaços, endividado, sem moral e sem graça. No seu primeiro ano, o novo presidente conseguiu logo de cara uma histórica campanha, de dez vitórias consecutivas, mas que sucumbiu diante dos meninos de Leão, o Santos de Robinho e Diego, em pleno Morumbi, na última versão de campeonato brasileiro no mata-mata. Dias antes, o clube conseguiu um super-campeonato paulista.
No ano seguinte, mais do que qualquer título, o objetivo era realmente voltar à Libertadores, o maior anseio tricolor; o maior anseio de Gouvêa. No campeonato, o time formado pelo presidente, à sua maneira, atingiu o terceiro lugar e depois de uma década voltaria há mais importante competição interclubes das Américas. Qualquer sãopaulino sabe do que se trata devolver o São Paulo ao caminho da Libertadores, que hoje o time alcança pela sexta vez consecutiva, pioneiro no País; nenhuma caminhada acontece sem um primeiro passo, e o primeiro passo foi do presidente que infelizmente nos deixou. Marcelo foi um visionário, que devolveu o time que amou ao caminho que merece, e que plantou a semente que hoje dá os frutos mais valorizados no Brasil; a hegemonia, se é que ela existe, a favor do time do Morumbi, é um processo de longo prazo, pensado, estruturado, previsto por Marcelo, tudo o que se têm hoje passou pelas mãos do presidente, dos mais importantes para a trajetória do clube brasileiro mais bem sucedido no exterior em todos os tempos.
Gouvêa formou um grande esquadrão, teve nas mãos uma geração que ganhou tudo. Contratou Cicinho, Fabão, Júnior, Mineiro, Josué, Danilo, Vélber, Grafite, Rodrigo, vendeu Kaká e Luís Fabiano. Bateu de frente com tudo e com todos e de certa forma, comprovou que estava com a razão. Inventou, não no sentido pejorativo, o melhor jogador de futsal do mundo, o brasileiro Falcão, no seu elenco, numa bem sucedida ação de marketing; certamente ele teria sucesso, o problema que seu sucesso ofuscaria a figura de Leão, o então treinador, que preferiu não apostar no talento nato de Falcão. Falcão, acertadamente, voltou para as quadras, Leão trocou o Brasil pelo Japão, em nome de um contrato de gratidão, se é que dá para falar assim, abandonou um projeto e, até segunda ordem, virou persona non grata no Morumbi. No caso da contratação do zagueiro Lugano, um desconhecido uruguaio, o chamado zagueiro do presidente fez história. O nome dele já está na lista dos mais importantes personagens de todos os tempos e mostra a coragem, revela a sagacidade e perícia de um presidente que marcou com todos seus feitos a trajetória das mais pelo São Paulo Futebol Clube. O ex-presidente acreditou em Roberto Rojas, que reconduziu o time à Libertadores, trouxe Cuca, o técnico que montou o São Paulo campeão do mundo, repatriou Autuori para encaminhar a conquista da América e do Mundial.
Poucas pessoas foram tão importantes para o São Paulo como Marcelo Portugal Gouvêa. Sua morte deixa uma lacuna das mais irreparáveis. Muito do que o tricolor tem hoje, deve a administração desse grande dirigente. De um são paulino satisfeito, os mais sinceros agradecimentos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

E tenho dito...

Essa postagem foi vinculada originalmente no último dia 10 de maio

A derrota do Flamengo na Libertadores, nessa semana, é reveladora./ Como costuma dizer o técnico Muricy Ramalho, a bola não perdoa./ Por assim dizer, não se trata de constatar que a equipe brasileira é pior, ou se preferir mais ou menos incompetente, do que a agremiação mexicana./ Longe disso./ Ninguém conquista um campeonato estadual de modo impune; ainda que o “cariocão” não seja exatamente um parâmetro para mensurar a qualidade das equipes que o disputam./ E com agravante considerável nessa temporada, na qual nenhum pequeno chegou nem perto de ameaçar as vagas dos quatro únicos grandes nas fases decisivas.//
Mas não há como não lembrar que o América luta contra a lanterna no difícil campeonato mexicano, vive uma das suas mais graves crises financeiras em toda a história, não vencia há uma dúzia de jogos antes do último final de semana, na disputa exatamente anterior ao confronto das oitavas da Libertadores.//
Deve-se reconhecer a qualidade do goleiro Ochôa, com serviços prestados inclusive a sua seleção, e do atacante Cabañas, o qual faz jus ao provérbio “Deus perdoa, Cabañas não”; simultaneamente, o fato de ser duvidosa e incoerente a dependência de uma equipe pelos gols de Obina.//
Na realidade, seria irresponsável de minha parte reduzir a somente esses aspectos a análise da derrota; os resquícios da comemoração do bicampeonato carioca me pareceram bem evidentes./ Talvez a força que sobrou antes, tenha sido escassa no momento em que o América marcou seu segundo gol, no instante do jogo em que havia uma necessidade de se impor, feito quem vencera no estádio Azteca marcando quatro gols./ E por falar em segundo gol, na fatídica partida o Flamengo temeu o tento mexicano./ Para uma equipe que pode ser derrotada por essa diferença, mas não pode mais levar gols, o momento era extremamente delicado./ O Rubro-negro sentiu medo dos dois a zero//
E não há como fechar os olhos para o fato da Libertadores exigir outras coisas além de um time “bonitinho” ou bem treinado, ou apenas um grande craque no elenco./ Existe um know how nesse torneio, uma mística diferente, que o Flamengo já perdeu há mais de duas décadas./ Ou talvez nunca tenha tido./ O Zico era quem tinha, não o Flamengo./ Difícil de explicar com palavras, é mais ou menos o que sobra no Boca Juniors da Argentina, o que o São Paulo também possui, em menor nível./ Nem é preciso atuar tão bem, mas sim que a camisa faça bem a sua parte, e aí, o time joga mal mas passa./ E passar é o que é relevante na Copa Libertadores./ Os dois gols do Boca no Mineirão, quarta-feira, não são os que os argentinos criaram essa semana./ São os que o Cruzeiro deixou de sofrer na La Bombonera, onde o resultado de dois a um não foi, nem de longe, reflexo da partida./
Uma coisa, entretanto, tem potencial de tirar o sono dos Urubus./ É gritante como alguns técnicos têm medo de ser feliz, ou na pior das hipóteses, nunca são agraciados pelo destino, pelo imponderável./ Caio Junior parecer ser representante dessa corja./ Duas semanas atrás perdeu o campeonato goiano em pleno Serra Dourada para o Itumbiara, que jamais havia sido campeão estadual./ Em dezembro de dois mil e sete, o técnico perdeu a vaga para Libertadores na última rodada do Brasileirão com o Palmeiras./ Derrota no Palestra Itália para o descompromissado Atlético Mineiro, quando o verde precisava de um mero empate./ Na Copa do Brasil de dois mil e cinco, vitória sobre o Corinthians por três a zero na partida de ida pelo Cianorte./ Na volta, na capital paulista, um chocolate histórico por cinco a zero./ Contra o próprio Corinthians, na edição desse ano da mesma Copa, boa vitória por três a um em Goiânia; revés gritante por quatro a zero na volta, uma semana depois./ De todo modo, a própria saída de Joel Santana, sob qualquer circunstância, não deve ser vista a bons olhos./ O resultado, em regra, é um só.//
O América continua, o Flamengo pára./ O América não poderá decidir no México, uma hipotética decisão, nem jogar o Mundial de Clubes, caso conquiste a Libertadores./ O prejuízo do Flamengo pode atingir os vinte milhões de reais, entre prêmios, direitos de transmissão e bilheterias./ O Flamengo perdeu, muito mais do que o América ganhou.//

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Chegou!!!!!!!!!!!


Em 31 de julho de 1984 Waldir Perez encerrava sua carreira no São Paulo Futebol Clube, depois de uma década de bons serviços prestados, resultantes em um título nacional e três campeonatos estaduais, incluindo um bicampeonato em 1980/81.
Àquela altura, o goleiro titular da seleção na Copa de 1982 na Espanha, completara 617 partidas com o manto tricolor e batia uma marca que já durava mais de vinte anos, infelicidade ou não, mantida por um arqueiro argentino. Fazer o que, o importante é ter saúde.
Na primeira metade da década de 80, um garoto desconhecido e comum completava pouco mais de dez anos em alguma cidadezinha do Mato Grosso. Mal imaginava ele que anos depois seria ele o responsável por mandar por terra outra marca, semelhante à superada por Waldir.
Waldir, aliás, quando alcançou os mais de seiscentos jogos de Poy, o tal argentino, ficou envolto numa discussão propícia; definitivamente, dessa vez, nunca mais alguem vai alcançar esse número. Engano? Absloutamente... Um garoto numa cidadezinha do Mato Grosso tinha cancha de colocar o recordista no bolso; tinha, tem, sempre terá!
Inicio da década de 1990 e o goleiro do time campeão matogrossense desembarca na maior cidade do País, na maior agremiação da póllis... O sujeito, ainda menor de idade, tinha a graça Rogério Ceni.
Já se passaram quase 18 anos daquela fatidica tarde, e o atleta expôs toda sua capacidade de marcar época. Ainda na metade 2005 a marca de Waldir Perez já havia sido superada. Nas outras oportunidades, sempre o novo recordista era incapaz de abrir vantagem, obtinha o recorde no final de sua majestosa carreira no tricolor. Mas com Mr. Ceni teve que ser diferente; Rogério completou os 617 jogos de seu "rival", numa noite fria no Morumbi, na qual Ceni tomou um golaço de Canindé do São Caetano em partida do Brasileirão, na derrota por um a zero. Rogério atingiu a portentosa marca no auge: 2005 foi campeão paulista, sul-americano e mundial, sempre como protagonista; marcou na temporada nada mais nada menos do que 20 gols, formidável.
Ceni nunca foi qualquer um. O único goleiro capaz de usar a 10; 01, pois não é qualquer um. Trata-se de um profissional completo, líder, capitão, respeitado, seja com o pés ou com a mão. Alguém com capacidade de reinvintar a posição; passar pela vida com uma marca indelével, e não ser instrumento dela. Trata-se de um exemplo de ser humano e de conduta, daquele que é o maior atleta que o Morumbi já viu.
Raí é o maior jogador da história do São Paulo; Rogério não conta, aquele é um nível de simples mortais. Com todo respeito Raí. Os 800 jogos de quarta-feira são apenas mais um indício do óbvio. Inatingível para todos; ao alcançe das mãos para Rogério Ceni.

domingo, 30 de março de 2008

E agora José?

São 20 clubes na primeira divisão do futebol nacional, a Série A. São mais 20 clubes na segunda divisão, a B. São outros 64 na Série C, a terceirona. Mas não é que a CBF (Confederação Brasileira de Fanfarrões) anuncia a criação da Série D do Campeonato Brasileiro? Lastimável. A partir de 2009 serão quatro divisões; isso no momento em que prega-se a moralidade do esporte, o que passa por enxugar as disputas, exige-se respeito da comunidade internacional, e o que é pior, dava-se mostras de que tudo isso poderia ser possível num futuro próximo... Mas o grupinho do Ricardo Teixeira aparece com essa! Não seria de se espantar que a Copa do Mundo do Brasil tivesse 80 seleções...
As origens desse fato estão alocadas em obscuros interesses. Não se trata de integração nacional através do futebol; na Copa do Brasil, com representantes de todos os estados, não se consegue, mais improvável será no Brasileirão nesses moldes. A proposta baseia-se em aumentar o número de clubes, quando deveria representar um ajuste na situação precária das centenas de clubes que já engalfinham-se no formato atual.
Não bastasse a alusão ao uso de dinheiro público para o financiamento do mundial de 2014, o uso de recursos de terceiros para saneamento das dividas das agremiações com a Receita federal, a Previdência e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, leia-se Timemania, decorrente de gestão nefasta e oportunista de dirigentes amadores, nasce mais essa.
A ocorrência aniquila um pouco mais a já exígua credibilidade do futebol tupiniquim.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Viver tem dessas coisas...


Uma notícia me espantou nessa semana. Potencialmente, na re-abertura do mercado europeu, ao final da temporada deles, o Milan da Itália estaria disposto a desembolsar 8 milhões de dólares pelo fantástico volante Hernanes. Fora o espanto, veio também o desespero...

Quem quer levar Hernanes é o mesmo Milan que um dia pagou 8,5 milhões de dólares pelo futebol de um certo garoto chamado Kaká, assim como Hernanes, nascido para o esporte no sagrado solo do Morumbi. É também o mesmo Milan, que após a derrocada na Liga dos Campeões frente a juventude e sagacidade do Arsenal, de Vengér e Fabregas, em pleno San Siro, e na iminencia da aposentadoria do insubstituível Paolo Maldini, que presta seus serviços ao clube rossonero por quase duas décadas e meia, tem dito aos quatro ventos para quem quiser ouvir que reformular é preciso, que as alterações drásticas do elenco, não passam dessa temporada. É também o mesmo Milan, que tem na cúpula diretiva de contratações, o brasileiro Leonardo, campeão do mundo pelo São Paulo. Hernanes joga no clube, cuja presidência não creu ser temerária a negociação de Breno, Leandro, Ilsinho e Josué, em circunstâncias claramente nocivas para a equipe. Hernanes foi presença constante nas convocações de Dunga para a Seleção em 2008, o trampolim mais evidente e atalho mais curto para inicio de carreira na Europa...

Por essas e outras, Hernanes, um jovem são-paulino promissor e barato aos padrões europeus, aparenta estar com a cabeça a prêmio. Cabe à diretoria ponderar com cautela antes de assinar qualquer recisão contratual, ou aceitar propostas em que o custo-benefício têm sido, ultimamente, de valor recorrente e precário apenas ao tricolor e sua apaixonada torcida. Pensar é um dom que dignifica o ser humano...

Honestamente, é um nefasto círculo vicioso irreversível; é duro admitir, me parece que o nono brasileiro do grupo dos atuais campeões europeus e mundiais, está a caminho de Milão...

01 Ceni 792º


Eternamente setecentas e noventa e duas vezes Rogério Ceni!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

No Morumbi, era para ser o jogo da redenção, o jogo e tão somente o jogo, o jogo da liderança... da liderança do Paulistão. Na véspera, parada indigesta para o até então lider Guaratinguetá (Guaratingue... quem????) no interior, em Marília na região metropolitana de Tupã, onde o todo poderoso tricolor alcançou sua primeira derrota na temporada, sob as bençãos do sr. Muricy; clássico na Vila Belmiro, com Pelé e tudo, não daria para o Corinthians; Palestrinos e Portugueses na capital, com sabor de zebraça até os 49 do tempo derradeiro...

No fim, só o time do Parque corroborou com a liderança do líder por essência e natureza; o Guaratinguetá seguiu na ponta após a décima primeira vitória na competição; e o time da camisa marca texto, conseguiu um improvável resultado que parece definir quem ficará com o título paulista (lembro que o último episódio semelhante ao do gol de Jorge Preá, havia sido registrado em 2005, quando o então competitivo e respeitável São Caetano, mesmo após estar na frente por 3 a 1, tomou outros três tentos e viu o São Paulo levar três pontos improváveis e o título semanas depois)...

Dane-se! Grão de milho só enche papo de galinha! A vocação são-paulina é monstruosamente maior. Dane-se! Se não foi o jogo da liderança (bastava derrota do Guaratinguetá e empates de Palmeiras e Corinthians, além da obvia vitória tricolor), foi o jogo do retorno ao G-4. Dane-se! Se ganhar do Sertãozinho não é representativo nem pro time reserva deles, depender de Galeano é foda (haha!), perder de quatro para o Palmeiras também não deve ser levado às últimas consequencias; supra-estimar banalidades é banal. Dane-se! Se Juninho sofre lesão no joelho esquerdo e pára por um mês, Alex Silva deve voltar em vinte dias. Dane-se! O melhor goleiro do mundo deu mais um passo ruma à glória suprema, à extratosfera tricolor.

Em suma, Ceni e Jorge seguem eternos no time do Morumbi: vinte partidas em 2008, duas dezenas de aparições com o manto tricolor para ambos. E como esse lugar faz bem para o time... Diante de um público surpreendemente bom (na real, apenas razoável, porém condizente com as condições naturais), o sentimento é de esperança de que o futebol aceitável apresentado em Luque, pela Libertadores, ainda pode dar as caras nas semi-finais e na reta de chegada do torneio continental.

E foi um alento ver como pode ser satisfatória a produção da equipe com Borges (9 gols em 2008, 13 em 2007), Adriano (senhora canhota) e Dagoberto, no comando do ataque; só com os dois primeiros, são 17 gols no ano. Infelizmente, a intervenção do competente Rafael no primeiro gol de Borges, demosntra a precipitação da diretoria na contratação do incerto Jancarlos. Se os resultados e as vitórias, como a de ontem no Morumbi, não taparem os olhos de todos no clube para a infinidade de defeitos e correções necessárias, as perspectivas ainda podem ser de um 2008 ditoso (?).

Agora são 74% de chances, matemáticas, para a classificação; as chances, reais, só serão apreciadas domingo, às 16 horas, no Marcelo Stéfani em Bragança. E são de 0% as chances de descartar o bi-campeão brasileiro da corrida pelo ouro em São Paulo...

Na verdade, isso tudo não teria o mais infimo valor não fosse por Rogério Ceni. Ontem, hoje e sempre, o jogo continua sendo dele; por quase oitocentas vezes... Que a sua vontade seja feita, assim como na terra, no céu ou no gramado santo do Morumbi.

Prepare-se: faltam oito estações para a 800ª... quem viver, verá!

Eis a ficha técnica da 792ª exibição de Ceni com o manto tri-mundial...

São Paulo: Rogério Ceni; André Dias, Juninho (Júnior, aos 28min do 2o tempo) e Miranda; Rafael (Joilson, aos 18min do 2o tempo), Zé Luís, Fábio Santos e Jorge Wagner; Dagoberto (Carlos Alberto, aos 40min do 2o tempo), Borges e Adriano.
Técnico: Muricy Ramalho

Sertãozinho: Lauro; Pedro Paulo, Galeano e Erivélton (Carlinhos, aos 32min do 2o tempo); Lucas, Elias, Ceará, Glauber e Pinheiro; Tuto e Marcos Denner (Geílson, aos 18min do 2o tempo)
Técnico: Lori Sandri

Gols: Borges, aos 24min do 1o tempo. Borges, aos 19min, Adriano, aos 25min e Geílson, aos 30min do 2o tempo
Cartões amarelos: Fábio Santos (30min/1o), Miranda (31min/1o), Rafael (41min/1o), Glauber (16min/1o),
Juiz: Claudinei Forati Silva (SP)
Local: estádio do Morumbi

segunda-feira, 24 de março de 2008

01 Ceni 791º


Eternamente setencentas e noventa e uma vezes Rogério Ceni!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Em Campinas, no deplorável gramado do Brinco de Ouro da Princesa, o melhor goleiro do mundo deu mais um passo rumo à glória suprema, à extratosfera tricolor.

Apesar da atuação pífia da equipe, nada se salvou além do resultado, Rogério se sobressaiu mais uma vez, circunstância natural, corroborou ter brilho próprio. Mesmo sem a necessidade de uma intervenção sequer, foi o dono da peleja. Mesmo sem ser notado, quem teria sido o atleta com o maior close na hora da execução do hino nacional? Em jogo de seleção, não tem jeito, é assim mesmo: sem choro nem vela, protocolo cumprido a risca e hino tocado na íntegra.

Sem o Imperador, e trajando a 01 às costas, Rogério foi no interior o legitimo 10... Inclusive cobrança de falta se viu ontem. E com a benção de sua Santidade, Borges saiu do espaço reservados a suplentes, onde diga-se de passagem, Richarlyson merece estar, para com um único lance selar a vitória, casual mas imprescindível, na volta 16 do Paulistão. São agora três finais até a redenção.

Mesmo atrapalhado por Muricy, muito atrapalhado na verdade, Ceni segue seu caminho até a exibição definitiva. Nesse caminho, não duvide do que vou falar, sem reveses mais relevantes. No estadual, essa rota se confunde com mais três vitórias, fundamentais como a do último domingo. Na quinta, contra mais desesperado, dessa vez o Sertãozinho, qualquer resultado diferente dos três pontos, representará o adeus a competição; sem maiores traumas ou apelações...

Que a Sua vontade seja feita, assim como na terra, no céu ou no gramado santo do Morumbi.

Prepare-se: faltam nove estações para a 800ª... quem viver, verá!
Eis a ficha técnica da 791ª exibição de Ceni com o manto tri-mundial...
Guarani: Gisiel; Xandão, Marcelo e Diego; Maranhão, Roger Bernardo, Fabinho (Vitor Rossini, aos 15min do 2º tempo), Marcinho (Paulo Santos, aos 15min do 2º tempo) e Alessandro; Henrique e Cris (Andrezinho, aos 26min do 2º tempo).
Técnico: Jair Picerni

São Paulo: Rogério Ceni; Zé Luís, André Dias e Miranda; Joilson, Hernanes, Richarlyson, Carlos Alberto (Borges, aos 26min do 2º tempo) e Jorge Wagner; Dagoberto e Aloísio.
Técnico: Muricy Ramalho

Gol: Borges, aos 27min do 2º tempo
Cartões amarelos: Maranhão (12min/1º), Diego (20min/2º), Alessandro (23min/2º), Joilson (23min/1º), Dagoberto (27min/1º), Richarlyson (39min/1º), Zé Luís (44min/2º)
Juiz: Phillipe Lombard
Local: estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)

sábado, 22 de março de 2008

IMPERDÍVEL: resultados de hoje no Campeonato do Azerbaijão!!!!!

rodada 15º
Karvan Evlakh 1 - 0 Turan
Olimpik Baku 2 - 0 Gabala
Karabakh Azersun 1 - 1 Masalli
Neftchi 2 - 0 Inter


rodada 16º
Simurg 3 - 0 Genclerbirliyi Sumgayit
FK Baku 0 - 1Standard
Khazar Lenkoran 0 - 0 ABN

quinta-feira, 20 de março de 2008

Mais do mesmo...


Como se não fosse o bastante, o jogo das 19h20 é válido pela Copa Libertadores... Razão suficiente para que não se tratasse de uma partida comum. E realmente não teria como ser.

Logo mais, em Luque, no Paraguai, o SãoPaulo faz sua terceira exibição no torneio, penúltima fora de casa... na primeira fase, é evidente...

Mas, antes de qualquer coisa, é o jogo em que Rogério Ceni vai adentrar o gramado vestido o manto tricolor pela 790º oportunidade!

São quase duas décadas de reciprocidade inabalável, e o serão até o Morumbi estiver coberto, Rogério estiver com 42 anos, nas adjacências de 2014, quando já formos heptacampeões da Libertadores.

Rogério Ceni não seria nada sem o São Paulo; mas o São Paulo, nada seria sem Rogério Ceni... Não bastasse ser brilhante com as mãos, é imcomparável com os pés. Eternamente, obrigado Ceni.

Ser sãopaulino e desfrutar dessa arrogância marcante, passa pela mão daquele que é o maior ser humano que já passou nas esquinas do Morumbi. Referência suprema do que é torcer por esse clube...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Nadegas a declarar

Precisa dizer alguma coisa? Meu caro Kléber, ingratidão é coisa que não se esquece...
Mas se paga no tribunal, no banco dos réus!



sábado, 15 de março de 2008

Enquanto isso, no jardim de infância do Parque São Jorge...




Chora Corinthians... Liderança não é pra quem quer, é pra quem pode!!!!! Saudações tricolores

As coisas como são

Tenho um grande amigo na faculdade. "Ele é de Bandeirantes, mas é meu amigo". Outro dia falamos de Falcão, o melhor jogador de futebol de salão do mundo. Doce saudosismo. Falamos daquele que um dia pisou o solo sagrado do Morumbi, trajado com o manto tricolor; mas que o ego de Emerson Leão não deixou estar...

Com a saída do atual treinador do Santos, em meio a uma Copa Libertadores é justo que se diga (para honrar um compromisso de palavra, segundo os dizeres do sujeito), o caminho estava livre para a ascenção de Falcão, mas já era tarde. O rapaz já estava decidido à voltar para o salão, com o devido respeito que uma majestade merece.

O tempo passou, o São Paulo ganhou aquela Libertadores, com a benção de Paulo Autuori, retornou ao Japão, conquistou o mundo pela terceira vez; hoje, detem até o inédito bi-campeonato brasileiro, feito impossível até para o Mestre Telê... Além disso tudo, atua no tricolor atualmente, não um rei, feito Falcão, mas um Imperador.

Adriano não repete nem de longe seus bons tempos de Internazionale; nem por lá faria grande coisa, no estado em que se encontra. Contudo, seu papel no time tem que ser entendido de outra maneira. A respeitabilidade e a imposição do cara é que fazem a diferença, na realidade. É hilário vê-lo marcado na Libertadores e em certos jogos do Paulista. O fato de estar parado nas proximidades da área, não diminui sua importância. Às vezes irrita, mas pior mesmo é que revela uma completa incoerência.

O melhor jogador de futebol de salão do mundo, chegou ao São Paulo em 2004 como grande "reforço" para a Libertadores, como genial ação de marketing do presidente Marcelo Portugal Gouveia (descobriu-se as negociações com a Malwee de Jaraguá quando tudo já estava acertado, seria brilhante, se não fosse trágico), mas cercado pela desconfiança dos que não sabem esparar; gente da mesma estirpe daqueles que expulsaram Kaká do Morumbi meses antes, e não acreditavam ser possível a adaptação para o campo, sobretudo pelo aspecto físico.

Não gostaria que soasse como oportunista, mas era evidente que esse era o menor dos obstáculos; quem já jogou futsal uma vez na vida, sabe como o que é correr pelos 18 metros quadrados da quadra: estafante, impensável para quem não está tinindo fisicamente. E Falcão estava. Além disso, tão fundamental para o futebol de campo é a capacidade técnica e de raciocínio, controle de bola e fundamentos, estabilidade emocional, raça... Para ajudar, se é que é possível usar esse termo, Leão usava o rapaz como meia (quando usava...), longe da área, para acompanhar volante adversário ou sei lá quem. Chegou a cometer o impropério de dizer que enquanto fosse treinador do São Paulo, Falcão não atuaria; criticou a joia rara, chamando-a de individualista e improdutivo (me lembro dessas palavras, como se fosse hoje); foi incapaz de acreditar e apostar no óbvio, fazer o negócio da sua vida, imcompatível com quem lançou Robinho e Diego para o planeta. E assim, longe da área, como esse blog está da perfeição, Falcão foi sucumbindo e desistindo do último grande empreendimento da sua vida, alcançar a seleção brasileira no futebol de campo... Estava na cara que para-lo seria indigesto, suas finalizações com irrelevante margem de erro, a bola em seus pés e de mais ninguém...

Então, olho hoje para o time do São Paulo e vejo Adriano estático e pouco produtivo nas adjacências da grande área, quando não na da pequena; não entenda como crítica ao atual camisa 10: trata-se de exercício de comparação. Adriano sobrevive como titular do São Paulo junto ao subterfúgio que aniquilou Falcão do time, justo o melhor jogador de futebol de salão do mundo. Verdadeiro desperdício, imperdoável em tempos de aquecimento global, sutentabilidade e essas "babozeiras" todas. Resta lamentar nobre são-paulino.

Aliás, é bom que se diga, outras coisas que me ocorrem agora... Marcelo Portugal Gouveia foi o presidente que sonhou com Falcão no tricolor. Foi ele quem reconduziu o São Paulo ao topo do continente e do planeta. Gouveia assumiu o mandato passado por Paulo Amaral Vasconcelos, um bacaca que em mais dois anos quebraria as finanças do clube por sua incapacidade de gestão e chegou a se desentender com Rogério Ceni, quase fazendo o ídolo supremo despedir-se e ir desfilar seu brilhante futebol no Arsenal da Inglaterra.

Marcelo foi eleito, reeleito, e pela índole que tem, deixou para seu sucessor um clube estruturado, dono do seu próprio dinheiro, que vive em função das próprias pernas, campeão mundial e sul-americano. Juvenal Juvêncio, antes diretor e brilhante em tal função, pegou o time, continua com a rentabilidade finaceira, revelou Breno, Hernanes, contratou Miranda, vendeu Souza...

Entretanto, o choque de gestão preocupa. Juvenal tenta fazer de Muricy o novo Telê Santana, até contrato renovado fornece ao pupilo; estende o vínculo de Richarlyson e é incapaz de montar uma equipe e um elenco realmente estruturado. A promessa de cobrir o Morumbi não ameniza as coisas, muito menos a de trazer "o" craque, temporada após temporada, mas nunca concretizada... A impressão que fica, é a de que enquanto a dupla Juvêncio - Muricy ficar no São Paulo, não ganharemos nenhuma Libertadores, inadmissível! Ao que me parece, na gestão de Gouveia, jamais o grupo sãopaulino teria jogadores feito Adriano ou Carlos Alberto; jamais teria a atitude anti-estatutária de estender em doze meses o mandato e se apropriar em benefício próprio; jamais faria grandes esforços para renovar com o lesionado Alex Silva poucos meses após se desfazer do lendário Breno... Tudo bem que o atual mandatário, e sua política um pouco duvidosa, permeada de palavras pomposas e até convincentes, tenha alcançado o penta campeonato nacional. Prefiro crer em quem foi campeão mundial...

Realmente, a imagem dessa postagem em nada condiz com o texto, paciencia...

Fregueses...

Fazem mais de 10 anos que não perdemos para o "verdinho do parque" em Campeonatos Paulistas. Falou em clássico(?) só tem um resultado; são pelo menos quatro anos sem derrotas para "lambaris" e "galinhas"... Se Muricy e Richarlyson não estivessem entre nós, garantiria outra década; com eles por perto, não me responsabilizo por nada. Confira os 11 jogos do tabu:

1/4/2007
São Paulo 3 x 1 Palmeiras
5/2/2006
São Paulo 4 x 2 Palmeiras
20/2/2005
São Paulo 3 x 0 Palmeiras
11/3/2001
São Paulo 3 x 0 Palmeiras
12/3/2000
São Paulo 2 x 0 Palmeiras
9/5/1999
São Paulo 5 x 1 Palmeiras
18/4/1999
São Paulo 4 x 4 Palmeiras
25/4/1998
São Paulo 3 x 1 Palmeiras
19/4/1998
São Paulo 2 x 1 Palmeiras
25/5/1997
São Paulo 4 x 1 Palmeiras
3/5/1997
São Paulo 4 x 2 Palmeiras
Falando sério, domingo espero pelo pior; sem Miranda o time perde a defesa inteira. Se não jogarem também Dagoberto e Adriano, dúvidas do professor, a coisa vai ficar feia. No entanto, o fato do jogo ser em Ribeirão Preto, ameniza a situação. Além da torcida monstruosamente maior, as condições locais vão nivelar a partida; por mais díficil que seja, devo admitir, seria muito mais complicado ganhar deles no Morumbi. Mas, não tiveram coragem de jogar na Meca brasileira, terão que aguentar as conseqüencias! Quem pede arrego, não merece um pingo de credibilidade. Amanhã é dia de aniquilar ainda mais o PIB de Luxemburgo. Hoje, apesar de não gostar de Turim, é dia de dar Juventus...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Assim é... se lhe parece


A Libertadores começa no próximo dia 27, na Colombia, para o São Paulo Futebol Clube. Mesmo sendo difícil acreditar, ainda assim, o maior empecilho para a conquista do Tetra por parte do Tricolor segue intocável no Morumbi; Muricy Ramalho teve até seu contrato renovado pelo presidente, e o novo vínculo com o clube vai agora ao final de 2009. Quando chegar lá o sujeito terá completado quase tantos jogos quanto Telê Santana, um sacrilégio.

Na verdade, Muricy não é o pior técnico da nossa história, pois quem já teve Nelsinho Baptista, Carlos Alberto Parreira e até, pasmem, Émerson Leão no banco, não tem do que reclamar. Acontece que o atual bi-campeão brasileiro, não pode ter tantos problemas e necessitar de tanto tempo no ajuste de uma equipe que só melhorou de 2007 para 2008.
A perda de Breno é mesmo irreparável, e até por isso não se pode exigir reposição: não há outros nem parecidos no mercado... Porém, o treinador perdeu apenas Leandro e Souza, o último numa negociação mais que oportuna, visto que mais meia década com ele por perto seria o fim. Muricy recebeu o zagueiro Juninho, o volante Fabio Santos e o atacante Adriano, sendo que nenhum volante, por exemplo, foi negociado.

Mesmo assim a equipe passa por atuações abaixo da média no Paulistão, onde o vistoso equilíbrio tático dos outros anos, a base de entrosamento refinado em igual período, não parece ser apenas atrapalhado pela falta de uma pré-temporada bem feita. Muricy apenas comprova, dessa maneira, a tese de que é capaz de organizar suas equipes, mas incapaz de fazer isso em pouco tempo; e tempo no futebol brasileiro é mais excasso do que craques chegando do exterior.

Quando tem o lateral Joílson a sua disposição, jogador de meio por origem, usa um esquema com apenas dois zagueiros e abre mão da principal virtude do ex-atleta do Botafogo, um apoiador por excelência que sobre ao extremo para fazer uma boa cobertura de André Dias. Na primeira suspensão do sujeito, usa o reserva Reasco como ala guardado por três jogadores no sistema defensivo; evidenciando como o avanço do equatoriano deixa a desejar em comparação a sua consciência para a marcação. Basta notar que inverter as situações resolveria o problema: é esperar o clássico contra o Santos e o retorno de Joílson para ver.

Além disso, Muricy já se deu conta de que Richarlyson não pode ser o volante titular, quando se tem a disposição craques do gabarito de Hernanes e Fabio Santos; para não tirar seu pupilo, joga o sujeito para a lateral, para a zaga, sendo que a posição em que ele é "menos ruim" é a de volante mesmo... Por conseguinte deixa de escalar Júnior, maior trunfo da reta final do Brasileirão de 2007, quando o próprio Muricy se deu conta de que precisava dele na lateral esquerda.
Não resta dúvida de que perder outra Libertadores por incompetência própria seria deplorável, nem o tri do Brasileiro amenizaria as coisas. Melhor seria abrir o olho agora e não chorar depois. E a responsabilidade também estaria com Juvenal Juvêncio, que ao invés de aumentar as opções do banco de reservas, aumenta contrato de gente pouco competente e o tempo do próprio mandato, como num estranho retrocesso. Será preciso explicar depois...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Copa Santander Libertadores 2008


A competição mais importante do continente sul-americano tem em sua edição de 2008 a maior novidade desde 1997. O novo patrocinador oficial e que batiza a competição é o Banco Santander. A estável união entre Conmebol e Toyota, que já durava mais de uma década e acabou por força contratual, pode favorecer a todos; se antes o craque da partida final recebia um carro como presente, e a tradicional chave gigante, deve agora ser agraciado por uma conta bancária, ou quem sabe por uma quantia em dinheiro, representada por um simpático cheque gigante, do Santander, obviamente.

Em campo, os oito grupos da segunda fase da competição estão arquitetados da seguinte forma:

GRUPO 1
SAN LORENZO (ARGENTINA)
REAL POTOSÍ (BOLÍVIA)
CARACAS (VENEZUELA)
CRUZEIRO (BRASIL) OU CERRO PORTEÑO (PARAGUAI)

GRUPO 2
ESTUDIANTES (ARGENTINA)
DANUBIO (URUGUAI)
DEPORTIVO CUENCA (EQUADOR)
LANÚS (ARGENTINA) OU OLMEDO (EQUADOR)
GRUPO 3
BOCA JUNIORS (ARGENTINA)
COLO COLO (CHILE)
MARACAIBO (VENEZUELA)
LA PAZ (BOLÍVIA) OU MÉXICO 3

GRUPO 4
FLAMENGO (BRASIL)
NACIONAL (URUGUAI)
CORONEL BOLOGNESI (PERU)
CIENCIANO (PERU) OU MONTEVIDEO WANDERERS (URUGUAI)

GRUPO 5
RIVER PLATE (ARGENTINA)
UNIVERSIDAD CATÓLICA (CHILE)
UNIVERSIDAD SAN MARTÍN (PERU)
MÉXICO 2

GRUPO 6
SANTOS (BRASIL)
SAN JOSÉ (BOLIVIA)
CHIVAS GUADALAJARA (MÉXICO)
DEPORTIVO CÚCUTA (COLÔMBIA)

GRUPO 7
SÃO PAULO (BRASIL)
SPORTIVO LUQUEÑO (PARAGUAI)
ATLÉTICO NACIONAL (COLÔMBIA)
BOYACÁ CHICÓ (COLÔMBIA) OU AUDAX ITALIANO (CHILE)

GRUPO 8
FLUMINENSE (BRASIL)
LIBERTAD (PARAGUAI)
LDU (EQUADOR)
ARSENAL (ARGENTINA) OU MINEROS (VENEZUELA)
Entre os clubes brasileiros todos são cabeças de chave, com exceção do Cruzeiro. O time mineiro enfrenta na primeira fase, num confronto de dois jogos sendo o primeiro em Belo Horizonte, o Cerro Porteño do Paraguai; time de tradição, pela possibilidade do jogo de volta, as chances do Cruzeiro são boas. Classificando-se, na fase de grupos há um argentino, pedreira sempre, e duas viagens longas, inclusive com altitude: passa para o mata-mata. O Flamengo tem um grupo tranquilo, em que apenas a capacidade do Nacional do Uruguai deve ser considerada: passa fácil. O Santos tem um grupo perigoso e cheio de armadilhas: a princípio luta com a segunda vaga com o Cúcuta, semifinalista em 2007. O São Paulo tem uma segunda fase sem grandes dificuldades: OBRIGAÇÃO DE PASSAR!!!!!!!! Também complicado está o Fluminense, que deve passar mais com muita luta. De resto, Estudiantes, Boca Juniors e River Plate estarão no mata-mata e teremos uma das melhores Libertadores da história. E rumo ao Tetra...

o craque que se foi



O zagueiro Breno já treina entre os atletas do Bayern de Munique, na foto com o compatriota Zé Roberto.

A volta dos que não foram...

2008 começa apenas hoje para o São Paulo Futebol Clube. Ao menos no que diz respeito ao elenco de profissionais. De Centro de Treinamento (CT) reformado e após algo em torno de 30 dias de recesso, na primeira segunda-feira do ano, o grupo se reapresenta na capital paulista. Entre os quatro grandes clubes do futebol do estado, o tricolor é o último a retomar os trabalhos, regalia do time detentor do título brasileiro. Como as equipes de fora da grande São Paulo costumam antecipar-se aos grandes, o time é o último na região a voltar a ativa.
Além da merecida folga aos pentacampeões brasileiros, o título justifica a, digamos, demora. Com a conquista nacional assegurada desde o final de outubro, a comissão técnica se adiantou nas avaliações físicas e fisiológicas, normalmente responsáveis por onerar o tempo do começo da temporada. A contar de hoje até a primeira partida oficial do ano, a estreia no campeonato paulista contra o Guaratinguetá em 17 de janeiro, no interior, serão 10 dias para preparação do grupo. Ao contrário do que se poderia esperar para o retorno dos atletas, o grupo ainda não está fechado para as disputas do primeiro semestre.
Apesar da apresentação dos dois primeiros reforços, também marcada para hoje no CT da Barra Funda, o zagueiro Juninho e o lateral Joílson, ambos saídos do Botafogo, outras situações estão indefinidas no primeiro dia útil da temporada. A venda de Breno, o impasse do caso de Danilo Silva e a saída iminente de Alex Silva, podem comprometer o setor defensivo, que ainda clama por pelo menos mais um atleta. O irmão de Carlos Alberto, do Werder Bremen da Alemanha, o volante Fernando, foi emprestado para o Goiás e deixa o setor com apenas três atletas. O meio campo, que conta com apenas um jogador com características de armação, ainda depende da possibilidade da chegada do Japão de Danilo e a definição de Souza. O ex-camisa 10 diz que "a proposta do Grêmio é muito boa; a partir da reunião de segunda (hoje, com o presidente Juvenal Juvêncio e o treinador Muricy Ramalho) terei um parecer e darei uma resposta".
Em seguida, as não menos importantes definições, também existem. Os quase 30 milhões de reais da negociação de Breno com o Bayern da Alemanha darão excelente vitalidade financeira, ainda que inflacione o mercado tricolor. Apenas no CT de Cotia das categorias de base, de onde há um ano saiu Breno, serão investidos algo em torno de 13 milhões de reais. Quanto ao time, são agora duas boas opções para a lateral direita, Joílson e Reasco, e uma situação confortável na esquerda, com Júnior praticamente acertado. Jadílson e Diego Tardelli não devem ser negociados sem um vínculo definitivo. Fabinho e Dudu Cearense são cotados para chegarem na função de volante, após a quase desistência em relação a Fábio Santos, que está na França.
Jorge Vágner ainda não assinou um novo contrato mas está na Espanha acertando a rescisão com o Real Bétis e Diego Souza segue como nome valorizado, sem a definição entre o Grêmio e o Benfica, condição para o jogador negociar com o clube. Fred, atacante em litigio com o Lyon, é uma possibilidade plausível, enquanto a "taça das bolinhas", oferecida em definitivo ao primeiro clube pentacampeão brasileiro, deve chegar ainda nesse mês.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Copa SP de Juniores

Abro os trabalhos tratando de um assunto delicado: o futuro do futebol brasileiro. Como em todos os anos desde o final da década de 1960, começa hoje, talvez a maior competição interclubes do Brasil. A Copa São Paulo reúne 88 clubes de todos os cantos, os mais inóspitos imagináveis, desse imenso País. São 22 grupos, sediados em 22 diferentes cidades daquele estado, colocando frente a frente atletas de até 18 anos.

Como clube favorito e dono de uma das maiores visibilidades, o São Paulo Futebol Clube apresenta dois bons destaques; o meia Sergio Motta e o atacante Eric, ambos com passagem pelo time profissional. Podem ser eles os próximos valores que sairão da base tricolor, revelados na Copinha; nesse caminho pode-se citar Kaká, Júlio Baptista e até mesmo Rogério Ceni, sem falar em Breno, que disputou a Copa no ano passado e hoje, já é zagueiro do Bayern de Munique.

Mas não é só o São Paulo que revela grandes estrelas a partir dessa competição, talvez suas raízes mais valorosas estejam exatamente no fato de desvendar verdadeiros craques, esquecidos nas divisões de base de equipes, país a fora. Certa vez, numa edição da década de 1970, um garoto foi destaque pelo Internacional, era Paulo Roberto Falcão, o Rei de Roma.

Ocorre, no entanto, que a globalização do futebol e a vasta geração de novos talentos, deturpa bastante o propósito mais importante. Se a Federação Paulista, promotora do evento, se gaba de que os estádios, em parte significante das partidas, tem grandes públicos, deve-se notar que parte ainda mais significante trata-se de empresários em busca de uma chance de engordar ainda mais os cofres da noite para o dia e sem maiores esforços. O zagueiro Breno, mencionado ainda há pouco, é um ótimo exemplo. Um empresário que investiu cerca de R$ 400 mil para adquirir 30% dos direitos econômicos do jogador, segundo a diretoria do São Paulo, vai embolsar pela venda ao clube alemão algo em torno de R$ 10 milhões! A disparidade não só assusta, como também fica difícil acreditar...

Contudo, esse é um mercado em expansão e que movimenta fortunas. Ainda que não ilegal, algumas situações observadas podem e devem ser discutidas. A FIFA mantém uma listagem mundial com o credenciamento de representantes de jogadores, autorizados por ela a trabalhar. Porém quando se nota que atletas são abordados ainda na infância, fase em que o futebol não passa de um brinquedo que a criança adora e não quer largar, muitos conceitos precisam ser revistos e o problema fica evidente. Acontece, também, que os empresários atuam, talvez, na parte mais frágil dessa teia toda, os próprios pais. Esses vêem nos filhos a chance da fama, de ganhar muito dinheiro em curto espaço de tempo; alguém oferece vida nova, emprego, estabilidade, em troca de um contrato dando poderes a esse quase "desconhecido"; tempos depois ele lucra fortunas em negociações impressionantes com o exterior, enquanto o futebol do País perde seus valores de forma precoce os clubes deixam de ganhar muito.

O circulo vicioso piora quando se imagina que nem todos os "Brenos" vão se transformar em R$ 10 milhões, o caso não passa de uma loteria maquiada. E torneios como o que começa hoje contribuem de modo decisivo para a instalação do caos. Alexandre Pato saiu do Internacional em 2007 mais só pode jogar em 2008 pelo Milan em razão da pouquissima idade... O quadro é preocupante e hoje tomou as maiores proporções; nada foi feito no início e agora parece ser tarde demais.

O retorno

Como nem tudo é perfeito, e quase nada é, retomo as atividades desse singelo espaço. Gostaria de escrever mais, porém nem tudo é como se quer, e quase nada é...

Seja sempre bem-vindo!