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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Chegou!!!!!!!!!!!


Em 31 de julho de 1984 Waldir Perez encerrava sua carreira no São Paulo Futebol Clube, depois de uma década de bons serviços prestados, resultantes em um título nacional e três campeonatos estaduais, incluindo um bicampeonato em 1980/81.
Àquela altura, o goleiro titular da seleção na Copa de 1982 na Espanha, completara 617 partidas com o manto tricolor e batia uma marca que já durava mais de vinte anos, infelicidade ou não, mantida por um arqueiro argentino. Fazer o que, o importante é ter saúde.
Na primeira metade da década de 80, um garoto desconhecido e comum completava pouco mais de dez anos em alguma cidadezinha do Mato Grosso. Mal imaginava ele que anos depois seria ele o responsável por mandar por terra outra marca, semelhante à superada por Waldir.
Waldir, aliás, quando alcançou os mais de seiscentos jogos de Poy, o tal argentino, ficou envolto numa discussão propícia; definitivamente, dessa vez, nunca mais alguem vai alcançar esse número. Engano? Absloutamente... Um garoto numa cidadezinha do Mato Grosso tinha cancha de colocar o recordista no bolso; tinha, tem, sempre terá!
Inicio da década de 1990 e o goleiro do time campeão matogrossense desembarca na maior cidade do País, na maior agremiação da póllis... O sujeito, ainda menor de idade, tinha a graça Rogério Ceni.
Já se passaram quase 18 anos daquela fatidica tarde, e o atleta expôs toda sua capacidade de marcar época. Ainda na metade 2005 a marca de Waldir Perez já havia sido superada. Nas outras oportunidades, sempre o novo recordista era incapaz de abrir vantagem, obtinha o recorde no final de sua majestosa carreira no tricolor. Mas com Mr. Ceni teve que ser diferente; Rogério completou os 617 jogos de seu "rival", numa noite fria no Morumbi, na qual Ceni tomou um golaço de Canindé do São Caetano em partida do Brasileirão, na derrota por um a zero. Rogério atingiu a portentosa marca no auge: 2005 foi campeão paulista, sul-americano e mundial, sempre como protagonista; marcou na temporada nada mais nada menos do que 20 gols, formidável.
Ceni nunca foi qualquer um. O único goleiro capaz de usar a 10; 01, pois não é qualquer um. Trata-se de um profissional completo, líder, capitão, respeitado, seja com o pés ou com a mão. Alguém com capacidade de reinvintar a posição; passar pela vida com uma marca indelével, e não ser instrumento dela. Trata-se de um exemplo de ser humano e de conduta, daquele que é o maior atleta que o Morumbi já viu.
Raí é o maior jogador da história do São Paulo; Rogério não conta, aquele é um nível de simples mortais. Com todo respeito Raí. Os 800 jogos de quarta-feira são apenas mais um indício do óbvio. Inatingível para todos; ao alcançe das mãos para Rogério Ceni.

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi!Com certeza!!O SPFC é o melhor time do Brasil, aqueles que dizem que nao, é pq o invejam e sabem q jamais chegarão onde nos estamos!!!A maior fábrica de craques é nóis!!SPFC!!