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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Copa Santander Libertadores 2008


A competição mais importante do continente sul-americano tem em sua edição de 2008 a maior novidade desde 1997. O novo patrocinador oficial e que batiza a competição é o Banco Santander. A estável união entre Conmebol e Toyota, que já durava mais de uma década e acabou por força contratual, pode favorecer a todos; se antes o craque da partida final recebia um carro como presente, e a tradicional chave gigante, deve agora ser agraciado por uma conta bancária, ou quem sabe por uma quantia em dinheiro, representada por um simpático cheque gigante, do Santander, obviamente.

Em campo, os oito grupos da segunda fase da competição estão arquitetados da seguinte forma:

GRUPO 1
SAN LORENZO (ARGENTINA)
REAL POTOSÍ (BOLÍVIA)
CARACAS (VENEZUELA)
CRUZEIRO (BRASIL) OU CERRO PORTEÑO (PARAGUAI)

GRUPO 2
ESTUDIANTES (ARGENTINA)
DANUBIO (URUGUAI)
DEPORTIVO CUENCA (EQUADOR)
LANÚS (ARGENTINA) OU OLMEDO (EQUADOR)
GRUPO 3
BOCA JUNIORS (ARGENTINA)
COLO COLO (CHILE)
MARACAIBO (VENEZUELA)
LA PAZ (BOLÍVIA) OU MÉXICO 3

GRUPO 4
FLAMENGO (BRASIL)
NACIONAL (URUGUAI)
CORONEL BOLOGNESI (PERU)
CIENCIANO (PERU) OU MONTEVIDEO WANDERERS (URUGUAI)

GRUPO 5
RIVER PLATE (ARGENTINA)
UNIVERSIDAD CATÓLICA (CHILE)
UNIVERSIDAD SAN MARTÍN (PERU)
MÉXICO 2

GRUPO 6
SANTOS (BRASIL)
SAN JOSÉ (BOLIVIA)
CHIVAS GUADALAJARA (MÉXICO)
DEPORTIVO CÚCUTA (COLÔMBIA)

GRUPO 7
SÃO PAULO (BRASIL)
SPORTIVO LUQUEÑO (PARAGUAI)
ATLÉTICO NACIONAL (COLÔMBIA)
BOYACÁ CHICÓ (COLÔMBIA) OU AUDAX ITALIANO (CHILE)

GRUPO 8
FLUMINENSE (BRASIL)
LIBERTAD (PARAGUAI)
LDU (EQUADOR)
ARSENAL (ARGENTINA) OU MINEROS (VENEZUELA)
Entre os clubes brasileiros todos são cabeças de chave, com exceção do Cruzeiro. O time mineiro enfrenta na primeira fase, num confronto de dois jogos sendo o primeiro em Belo Horizonte, o Cerro Porteño do Paraguai; time de tradição, pela possibilidade do jogo de volta, as chances do Cruzeiro são boas. Classificando-se, na fase de grupos há um argentino, pedreira sempre, e duas viagens longas, inclusive com altitude: passa para o mata-mata. O Flamengo tem um grupo tranquilo, em que apenas a capacidade do Nacional do Uruguai deve ser considerada: passa fácil. O Santos tem um grupo perigoso e cheio de armadilhas: a princípio luta com a segunda vaga com o Cúcuta, semifinalista em 2007. O São Paulo tem uma segunda fase sem grandes dificuldades: OBRIGAÇÃO DE PASSAR!!!!!!!! Também complicado está o Fluminense, que deve passar mais com muita luta. De resto, Estudiantes, Boca Juniors e River Plate estarão no mata-mata e teremos uma das melhores Libertadores da história. E rumo ao Tetra...

o craque que se foi



O zagueiro Breno já treina entre os atletas do Bayern de Munique, na foto com o compatriota Zé Roberto.

A volta dos que não foram...

2008 começa apenas hoje para o São Paulo Futebol Clube. Ao menos no que diz respeito ao elenco de profissionais. De Centro de Treinamento (CT) reformado e após algo em torno de 30 dias de recesso, na primeira segunda-feira do ano, o grupo se reapresenta na capital paulista. Entre os quatro grandes clubes do futebol do estado, o tricolor é o último a retomar os trabalhos, regalia do time detentor do título brasileiro. Como as equipes de fora da grande São Paulo costumam antecipar-se aos grandes, o time é o último na região a voltar a ativa.
Além da merecida folga aos pentacampeões brasileiros, o título justifica a, digamos, demora. Com a conquista nacional assegurada desde o final de outubro, a comissão técnica se adiantou nas avaliações físicas e fisiológicas, normalmente responsáveis por onerar o tempo do começo da temporada. A contar de hoje até a primeira partida oficial do ano, a estreia no campeonato paulista contra o Guaratinguetá em 17 de janeiro, no interior, serão 10 dias para preparação do grupo. Ao contrário do que se poderia esperar para o retorno dos atletas, o grupo ainda não está fechado para as disputas do primeiro semestre.
Apesar da apresentação dos dois primeiros reforços, também marcada para hoje no CT da Barra Funda, o zagueiro Juninho e o lateral Joílson, ambos saídos do Botafogo, outras situações estão indefinidas no primeiro dia útil da temporada. A venda de Breno, o impasse do caso de Danilo Silva e a saída iminente de Alex Silva, podem comprometer o setor defensivo, que ainda clama por pelo menos mais um atleta. O irmão de Carlos Alberto, do Werder Bremen da Alemanha, o volante Fernando, foi emprestado para o Goiás e deixa o setor com apenas três atletas. O meio campo, que conta com apenas um jogador com características de armação, ainda depende da possibilidade da chegada do Japão de Danilo e a definição de Souza. O ex-camisa 10 diz que "a proposta do Grêmio é muito boa; a partir da reunião de segunda (hoje, com o presidente Juvenal Juvêncio e o treinador Muricy Ramalho) terei um parecer e darei uma resposta".
Em seguida, as não menos importantes definições, também existem. Os quase 30 milhões de reais da negociação de Breno com o Bayern da Alemanha darão excelente vitalidade financeira, ainda que inflacione o mercado tricolor. Apenas no CT de Cotia das categorias de base, de onde há um ano saiu Breno, serão investidos algo em torno de 13 milhões de reais. Quanto ao time, são agora duas boas opções para a lateral direita, Joílson e Reasco, e uma situação confortável na esquerda, com Júnior praticamente acertado. Jadílson e Diego Tardelli não devem ser negociados sem um vínculo definitivo. Fabinho e Dudu Cearense são cotados para chegarem na função de volante, após a quase desistência em relação a Fábio Santos, que está na França.
Jorge Vágner ainda não assinou um novo contrato mas está na Espanha acertando a rescisão com o Real Bétis e Diego Souza segue como nome valorizado, sem a definição entre o Grêmio e o Benfica, condição para o jogador negociar com o clube. Fred, atacante em litigio com o Lyon, é uma possibilidade plausível, enquanto a "taça das bolinhas", oferecida em definitivo ao primeiro clube pentacampeão brasileiro, deve chegar ainda nesse mês.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Copa SP de Juniores

Abro os trabalhos tratando de um assunto delicado: o futuro do futebol brasileiro. Como em todos os anos desde o final da década de 1960, começa hoje, talvez a maior competição interclubes do Brasil. A Copa São Paulo reúne 88 clubes de todos os cantos, os mais inóspitos imagináveis, desse imenso País. São 22 grupos, sediados em 22 diferentes cidades daquele estado, colocando frente a frente atletas de até 18 anos.

Como clube favorito e dono de uma das maiores visibilidades, o São Paulo Futebol Clube apresenta dois bons destaques; o meia Sergio Motta e o atacante Eric, ambos com passagem pelo time profissional. Podem ser eles os próximos valores que sairão da base tricolor, revelados na Copinha; nesse caminho pode-se citar Kaká, Júlio Baptista e até mesmo Rogério Ceni, sem falar em Breno, que disputou a Copa no ano passado e hoje, já é zagueiro do Bayern de Munique.

Mas não é só o São Paulo que revela grandes estrelas a partir dessa competição, talvez suas raízes mais valorosas estejam exatamente no fato de desvendar verdadeiros craques, esquecidos nas divisões de base de equipes, país a fora. Certa vez, numa edição da década de 1970, um garoto foi destaque pelo Internacional, era Paulo Roberto Falcão, o Rei de Roma.

Ocorre, no entanto, que a globalização do futebol e a vasta geração de novos talentos, deturpa bastante o propósito mais importante. Se a Federação Paulista, promotora do evento, se gaba de que os estádios, em parte significante das partidas, tem grandes públicos, deve-se notar que parte ainda mais significante trata-se de empresários em busca de uma chance de engordar ainda mais os cofres da noite para o dia e sem maiores esforços. O zagueiro Breno, mencionado ainda há pouco, é um ótimo exemplo. Um empresário que investiu cerca de R$ 400 mil para adquirir 30% dos direitos econômicos do jogador, segundo a diretoria do São Paulo, vai embolsar pela venda ao clube alemão algo em torno de R$ 10 milhões! A disparidade não só assusta, como também fica difícil acreditar...

Contudo, esse é um mercado em expansão e que movimenta fortunas. Ainda que não ilegal, algumas situações observadas podem e devem ser discutidas. A FIFA mantém uma listagem mundial com o credenciamento de representantes de jogadores, autorizados por ela a trabalhar. Porém quando se nota que atletas são abordados ainda na infância, fase em que o futebol não passa de um brinquedo que a criança adora e não quer largar, muitos conceitos precisam ser revistos e o problema fica evidente. Acontece, também, que os empresários atuam, talvez, na parte mais frágil dessa teia toda, os próprios pais. Esses vêem nos filhos a chance da fama, de ganhar muito dinheiro em curto espaço de tempo; alguém oferece vida nova, emprego, estabilidade, em troca de um contrato dando poderes a esse quase "desconhecido"; tempos depois ele lucra fortunas em negociações impressionantes com o exterior, enquanto o futebol do País perde seus valores de forma precoce os clubes deixam de ganhar muito.

O circulo vicioso piora quando se imagina que nem todos os "Brenos" vão se transformar em R$ 10 milhões, o caso não passa de uma loteria maquiada. E torneios como o que começa hoje contribuem de modo decisivo para a instalação do caos. Alexandre Pato saiu do Internacional em 2007 mais só pode jogar em 2008 pelo Milan em razão da pouquissima idade... O quadro é preocupante e hoje tomou as maiores proporções; nada foi feito no início e agora parece ser tarde demais.

O retorno

Como nem tudo é perfeito, e quase nada é, retomo as atividades desse singelo espaço. Gostaria de escrever mais, porém nem tudo é como se quer, e quase nada é...

Seja sempre bem-vindo!