Band Sports

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Esporte, ainda, o melhor remédio...


Confira os principais eventos esportivos do mês que começa amanhã; setembro.


  • até o dia 2, pré-olimpico de BASQUETE masculino, nos Estados Unidos;

  • entre o dia 24 e 30, pré-olimpico de BASQUETE feminino, em Valdívia no Chile;

  • até o dia 2, Campeonato Mundial de ATLETISMO, em Osaka no Japão;

  • entre o dia 22 e 23, final Mundial de ATLETISMO, em Sttugart na Alemanha;

  • até o dia 2, Campeonato Mundial de TRIATLO, em Hamburgo na Alemanha;

  • dia 16, etapa da Copa do Munda de TRIATLO, em Pequim na China;

  • dia 2, Grande Prêmio de Michigan da IRL (Indy Race League), 16ª etapa;

  • dia 9, Grande Prêmio de Chicago da IRL (Indy Race League), 17ª e última etapa;

  • dia 8, Grande Prêmio de Curitiba (PR) da STOCK CAR, 7ª etapa;

  • dia 23, Grande Prêmio de Brasília (DF) da STOCK CAR, 8ª etapa;

  • dia 9, Grande Prêmio da Itália de FÓRMULA-1, 13ª etapa;

  • dia 16, Grande Prêmio da Bélgica de FÓRMULA-1, 14ª etapa;

  • dia 30, Grande Prêmio do Japão de FÓRMULA-1, 15ª etapa;

  • dia 2, Grande Prêmio de San Marino de MOTO GP, 13ª etapa;

  • dia 16, Grande Prêmio de Estoril, em Portugal, de MOTO GP, 14ª etapa;

  • dia 23, Grande Prêmio de Motegi, no Japão, de MOTO GP, 15ª etapa;

  • até o dia 9, Aberto dos Estados Unidos de TÊNIS (Grand Slam);

  • entre o dia 15 e 16, final da Federation Cup de TÊNIS;

  • dia 17, Copa Davis de TÊNIS;

  • entre o dia 1 e 8, WCT do Japão de SURFE;

  • entre o dia 5 e 9, WQS de São Francisco do Sul (SC) de SURFE;

  • entre o dia 11 e 15, WCT de Trestles, nos Estados Unidos, de SURFE;

  • entre o dia 12 e 16, SuperSURFE de Ubatuba (SP), 4ª etapa;

  • a partir do dia 22, WCT da França de SURFE;

  • entre o dia 1 e 9, Mundial de GINÁSTICA ARTÍSTICA, em Stuttgart na Alemanha;

  • até o dia 9, Campeonato Mundial de FUTEBOL masculino Sub-17, na Coréia do Sul;

  • dia 9, Brasil vs. Estados Unidos, amistoso de FUTEBOL masculino, nos Estados Unidos;

  • dia 12, Brasil vs. México, amistoso de FUTEBOL masculino, nos Estados Unidos;

  • entre o dia 10 e 30, Mundial de FUTEBOL feminino, na China;

  • entre o dia 1 e 23, Volta da Espanha de CICLISMO;

  • entre o dia 4 e 9, Troféu José Finkel de NATAÇÃO/piscina curta, em Florianópolis (SC);

  • dia 16, etapa da Copa do Mundo de MARATONA AQUÁTICA, em Belém (PA);

  • entre o dia 4 e 10, Sul-Americano feminino de VÔLEI, no Chile;

  • entre o dia 25 e 30, Sul-Americano masculino de VÔLEI, no Chile;

  • entre o dia 18 e 22, etapa de Vitória (ES)/Circuito Mundial feminino/VÔLEI DE PRAIA;

  • entre o dia 19 e 23, etapa de Vitória (ES)/Circuito Mundial masculino/VÔLEI DE PRAIA;

  • entre o dia 7 e 15, Campeonato Europeu de Star de VELA, na Itália;

  • dia 10, Torneio Mundial Olímpico de TAEKWONDO;

  • entre o dia 13 e 16, Campeonato Mundial de JUDÔ, no Rio de Janeiro (RJ).

Convenhamos, um mês divertido... Aproveite.

vivendo e aprendendo

Esta postagem diz respeito a uma prática de desenvolvimento dos parágrafos de um texto, a partir do tópico frasal. Para tanto, lanço mão de recursos admitidos pela linguística, fundamentais para a compreensão textual e jornalística. Convido-o a ler; vale a pena...

O PARAÍSO NA TERRA
Finalmente cheguei ao meu destino: a cidade onde nasci. Lá estava a mesma igrejinha, a loja do “seu” Manuel, a pracinha na rua principal. Foi, sem dúvida, uma viagem enfadonha e estafante, que nem mesmo meu inseparável puro-sangue Barriquelo, rápido feito o vento e tão veloz quanto o alemão, seria capaz de aturar sem se queixar. Pelo menos, a cidade ainda é idêntica àquela que viu meus primeiros passos: o rio claro feito seda, com as tardes imperdíveis de domingo atrás do almoço de segunda-feira; o vento suave derrubando as pétalas das gérberas nas varandas; os casais a caminhar pelas calçadas, limpas e bem cuidadas, ainda que as circunstâncias tenham apresentado o homossexualismo para os nativos de hoje. No ponto mais alto, a igrejinha, que ainda hoje não esqueceu o finado pároco Canabrava. Durante o café da manhã sua cachaçinha, não faz mal a ninguém, dizia ele tropeçando nas palavras. Até nas tardes de casório, o sujeito não se emendava. Era o calmante de um padre nervoso por natureza. Astrogilda já adentrava a capela, impecável com seu sublime vestido, um bordado de sacas de arroz e açúcar: o traje mais branco de que as cercanias já tinham tido notícia. Almirdrovando aguardava no altar, roendo o resto de dedo que ainda lhe restava; as cinco horas não passavam de um mero detalhe no coração de um homem apaixonado. O cabelo, muito bem composto à base de esperma bovina, compunha de maneira singular com o terno de defunto, alugado, uma fortuna, dividida em suaves 48 prestações. Dizem que Almir, o melhor ponta direita de uma cidade infestada de canhotos, passou dessa para uma melhor sem conseguir saldar a dívida; mas o que importa: era o dia mais feliz de sua vida. Ao som da marcha nupcial, na igrejinha decorada com as gérberas sem pétalas arrancadas das varandas, Canabrava desaba sobre Astrogilda; o bordado não resistiria e a cerimônia seria encerrada pelo delegado, com o espartilho à mostra... Se por um lado, a loja do “seu” Manuel é considerada, hoje, a “megastore” do lugar, por outro a pracinha da rua principal perdeu glamour e espaço para um tal de “shopping”, inaugurado na cidade vizinha, a poucos quilômetros dali. Mesmo assim, ela continua inatingível como ponto de referência, da mesma forma que “seu” Manuel sequer nota alguma concorrência.
Passando em frente da escola, de longe reconheci Clara. Meu coração quase veio à boca. Era impossível não reparar na donzela, na maravilha, na perfeição, no requinte, no esmero, na mais bem sucedida criação divina que se aproximava. “Não sei quem é você”; mas, não importava: minha lembrança valia por nós dois. Na primeira carteira, ao lado da porta, nunca encostada na parede, Clara era o exemplo a ser seguido: boas notas, educação, gentileza, bom comportamento e “beijo, só depois do casamento”.
Algumas cenas do passado passaram rapidamente pela minha cabeça. Perguntei-me: por que eu havia voltado? Sou um bem sucedido astro-físico, mestre e doutor reconhecido mundialmente, ainda que não completamente realizado. Sempre sonhara em tornar-se jogador profissional de badminton, mas os fins de semanas já me pareciam mais que suficientes. Semana passada, um convite apareceu na minha porta. “Venha para a Noruega... Oportunidade que apenas seu currículo dispõe das demandas capazes de suprir, COM URGÊNCIA...”. E, no entanto, não me parecia algo prioritário naquele momento. Assim chegar nessa praça me fez ter certeza. Tinha voltado atrás da mulher da minha vida: Gema... ou melhor, Clara.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Dia Nacional do Voluntariado


boas-novas do maior time do planeta

É dever desse futuro jornalista exercitar o repasse de informações... Por assim ser, digo que ontem, a diretoria do São Paulo Futebol Clube declarou que Muricy Ramalho perdeu um de seus zagueiros, num elenco por si só, reduzido. Foi confirmada a transferência do atleta Edcarlos para o português Benfica, por valores que desconheço, após interesse manifestado durante a semana passada. Edcarlos, pelo que me consta, apareceu nas categorias de base do tricolor e em 2003 foi integrado ao elenco de profissionais. Isso significa dizer, que Ed participou de todas as Libertadores que o clube disputou consecutivamente, após um hiato de 10 anos, e contribuiu nas mais recentes e importantes glórias alcançadas pelo São Paulo: Libertadores-2005, Mundial-2005 e Brasileirão-2006. O rapaz tem a "honrada honra" de ter participado da maior geração desde Telê-Raí, a geração Ceni+10... Geração que ganhou tudo e é responsável pela reconquista do Planeta ao Morumbi.
Também, digo que um importante representante dessa gloriosa geração, não passou por bons momentos no último final de semana. Na sua estréia pelo Wolfsburg, no Campeonato Alemão, Josué foi expulso logo no início do segundo tempo da partida. O jogo frente o Schalke04, um dos favoritos à conquista do torneio, acabou empatado em 1 a 1. Com o resultado, a equipe do volante é a 8ª colocada, com quatro pontos em três partidas. Amém...

FIFA U-17 World Cup Korea 2007


Continua a todo vapor, na Coréia do Sul, o Campeonato Mundial Sub-17 da FIFA, e nessa semana começam as oitavas-de-final. Classificada, a seleção brasileira também disputa essa fase: o jogo está marcado para amanhã, às 20hs no horário local, 8hs no horário de Brasília; vale a pena conferir... Se por ventura, esse que vos posta acompanhar a peleja, tecerei alguns comentários pertinentes até o fim da semana. Abaixo, todos os jogos da segunda fase; faça como seu time, não perca...


  • Brasil vs. Gana

  • Espanha vs. Coréia do Norte

  • Tunísia vs. França

  • Peru vs. Tadjiquistão

  • Argentina vs. Costa Rica

  • Nigéria vs. Colômbia

  • Inglaterra vs. Síria

  • Alemanha vs. Estados Unidos

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Paraná vai decidir o Campeonato Brasileiro

Informo ao paranista menos informado que a realidade é essa; queira ele ou não, o destino do brasileirão 2007 passa pelo seu clube... essencialmente nessa semana que entra, em quem não sei (que piada infame...). Vejamos os fatos.
No sábado, no Pacaembu, o Cruzeiro passou com a força de um tsunami pelo Corinthians e fez estragos. Causou a demissão de PC Carpegiani, deixou a torcida local em fúria, tirou o resto de paz que o clube tinha... verdadeiro estado de calamidade pública no Parque São Jorge. Com mais essa convincente vitória por 3 a 0 o Cruzeiro segue a seis pontos do líder e mantém-se como canditato ao título; não custa lembrar que a equipe de Belo Horizonte ainda tem um jogo a menos, contra o Flamengo no Rio. A ascensão azul já seria absolutamente impressionante apenas pelas 6 vitórias consecutivas, mas ainda há o agravante de que o artilheiro da equipe marcou 9 gols em apenas 5 jogos e que a equipe demonstra uma evolução tática espantosa e uma organização incrível mesmo com a saída de jogadores do nível de Araújo e Geovanni para o exterior; méritos de Dorival Júnior que, com boas opções na equipe, vem comprovando que os bons trabalhos recentes, em clubes de menor expressão, não foram fruto do acaso; ele conseguiu fazer do Cruzeiro uma equipe que enfoca o ataque, apesar da defesa ainda sofrer as consequências dessa opção, e ainda assim competitiva; além disso, a coragem e a ousadia para sair do lugar comum do brasileirão, que tem revelado técnicos pouco dispostos ao ataque, não escondendo que sua equipe atua para a frente e ponto final. Parte desse caminho também é de responsabilidade da diretoria, que mesmo com um início claudicante, apostou na manutenção de seu treinador.
Já no domingo, no Morumbi, o São Paulo aplicou a sua primeira real goleada da competiçao, categóricos 5 a 0 frente aos pernambucanos do Náutico; simplesmente a maior do campeonato até o presente momento. Apesar do primeiro tempo sem gols e do resultado ter sido alcançado após a expulsão do atacante Acosta, do Náutico, a equipe demonstrou uma das características mais marcantes que a fazem diferente das outras: paciência para levar uma partida truncada, sem afobação e, consequentemente, levar também os três pontos. Mais essa vitória expressiva, é fundamental na afirmação de um grupo homogêneo, mas ainda longe do ideal; as prováveis chegadas do lateral Ângelo, do volante Fabio Santos e, sobretudo, do atacante Nilmar, poderiam resolver essa questão; mesmo assim, o técnico Muricy Ramalho têm se mostrado satisfeito com o rendimento observado, declarando após a partida ser possível manter o mesmo ritmo com o que têm em mãos. Agora são 9 jogos de invencibilidade, 5 sem tomar gols, e a liderança isolada mantida com 44 pontos, além do aparente retorno do torcedor: foram 40 mil no domingo, ensolarado e com promoção.
Assim sendo, o Paraná recebe o Cruzeiro, na quarta em Curitiba, e sábado vai a São Paulo enfrentar o clube do Morumbi. Quaisquer resultados diferentes de duas derrotas do Paraná poderão definir o rumo de muitas coisas no campeonato, ainda que tenhamos pela frente mais de um terço do torneio em disputa. Em favor do time paranaense o fato de contar com a presença de Josiel, artilheiro do Brasil com 13 tentos, em seu elenco, enquanto o Cruzeiro detém o melhor ataque, com consideráveis 47 gols em 20 jogos, e o São Paulo possui a melhor defesa da história, com média de 0,33 gols sofridos por partida, igualando o Palmeiras de 1973. Como mandante, o Paraná venceu quatro mas já perdeu outras quatro (inclusive uma proesa contra o AméricaRN), e como visitante ganhou três, tanto quanto o Nautico ou o Botafogo... se o Cruzeiro longe de Belo Horizonte venceu mais da metade de seus jogos, o São Paulo tem a segunda melhor campanha entre os 20 clubes quando atua em seu estádio.
Nessa semana, com adversários de tanto gabarito, o Paraná não pode resolver apenas o caminho para o título, mas também pavimentar a sua própria caminhada rumo a feitos mais relevantes dentro da competição; quatro pontos em seis disputados contra os mais competentes times do País, seriam fundamentais ao clube curitibano, que também pode ter participação decisiva na outra ponta da tabela: logo em seguida enfrenta Náutico e Corinthians na Vila Capanema. Chances não só de salvar a pele dos outros, mas também de garantir sua própria permanência na séria A, ameaçada na transição de turno. Quem viver, verá.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

informação de utilidade pública

Apenas à título de informação complementar, hoje às 5 da manhã, na Coréia do Sul, a Seleção Brasileira perdeu para a Inglaterra, na terceira partida da primeira fase do mundial sub-17, como esse espaço anunciou alguns dias atrás. O jogo acabou em 2 a 1, mas o Brasil está garantido na próxima fase, as oitavas (não faço a menor idéia do adversário...). Alguns aspectos relevantes da peleja, foi o gol à la Ronaldinho na Copa de 2002, coincidentemente contra a própria Inglaterra, de falta, anotado pelo atleta do Internacional Tales; além do pênalti desperdiçado por Lulinha, jogador do Corinthians. Nadegas a declarar...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

51: muito mais que uma boa idéia

1956. No ano em que Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília, uma das maiores pessoas que já conheci na terra, também nascia. Acredito ser a maior, mas não é do meu feitio cometer injustiças. Especificamente, num 23 de agosto, veio ao mundo aquele que viria a ser uma das mais especiais razões do meu viver. Uma das razões que me levam a levantar da cama dia após dia, olhar para uma manhã chuvosa e acreditar que o sol ainda vai aparecer, continuar seguindo em frente mesmo quando tudo parece perdido, sem solução; na verdade, basta olhar para ele para que tudo tenha um sentido completamente diferente.
O tal sujeito, é o único exemplar do sexo masculino capaz de me inspirar feito uma mulher, obviamente não no sentido sexual, mas nos valores, pela essência, fundamentalmente pela aura. O cara é realmente o cara. Me deixa intrigado, no entanto, que um sujeito dessa estirpe não seja são-paulino, mas sim um legitimo colorado torcedor do Inter de Porto Alegre, e que também tem sofrido muito com o Coritiba na segunda divisão; ilário é quando o cara começa a falar do Gionédis... impagável... Mas, enfim, cada um colhe o que planta. Devo dizer, contudo, que o são-paulino aqui não tem medido esforços para "salvar" mais essa alma desviada (vale lembrar o famoso versículo 3 de Josias: "todos nascem são-paulinos, alguns são desviados"...).
Me entristece nesse momento, imaginar que sou absurdamente incapaz de retribuir ou, meramente, igualar tudo que o cara já fez pra mim; também, a minha incapacidade de deixar transparecer isso que guardo dele, de forma especialíssima, em meu coração; é de longe o meu melhor amigo, aquele com quem eu sempre poderei contar, aquele que é incapaz de me surpreender negativamente. O sujeito é meu maior exemplo, meu guia, meu maior orgulho... antes de comemorar o tri-campeonato da Libertadores, já sabia admirar e respeitar esse ser humano brilhante, magnifico, único, especial, fantástico, incrível...
Aqueles que ainda não o conhecem, nem imaginam o que estão perdendo; aqueles que o conhecem, sabem que a piada do "nada como um Dias atrás do outro" não se aplica na índole e estirpe do rapaz. Por isso, Jair Dias Bravo, muito obrigado por existir e ser essa pessoa que eu tanto amo. Minha mais significante inspiração e motivação, tu és insuperável. Deus te abençoe, meu nobre.
São cinquenta e um anos muito bem vividos e que deixaram e deixam marcas indeléveis. Com extremo carinho, no dia do aniversário dele, meus respeitos... Eternamente, à meu pai...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

FIFA U-17 World Cup Korea 2007

Desde o último sábado, está rolando na Coréia do Sul, o Campeonato Mundial da Fifa Sub-17. O torneio é disputado a cada 2 anos por 24 seleções de todos os continentes, e o Brasil, também está nessa parada. Os atuais campeões são os mexicanos, que em 2005 no Peru, despacharam a seleção brasileira na decisão, por convincentes 3 a 0. Naquela oportunidade, o grande destaque brasileiro era o atacante Anderson, hoje no Manchester United da Inglaterra, e que acabou conquistando a bola de ouro, oferecida ao melhor atleta do torneio; no México, o "cara" era Giovanni dos Santos, atleta vice-campeão mundial interclubes com o Barcelona em 2006 no Japão. Ainda assim, o Brasil é o maior campeão mundial sub-17. Na Coréia, a seleção busca o tetra-campeonato e repetir os feitos alcançados no Egito em 1997, na Nova Zelândia em 1999 e na Finlândia em 2003.
Hoje, em Jeju, há meia-hora, o Brasil emplacou sua segunda vitória na competição. Magnifica goleada por 6 a 1 contra a Coréia do Norte, após uma estreia marcando 7 a 0 na Nova Zelândia. O jogo começou no ritmo e correria alucinante, típica dos asiáticos, que tiveram a primeira chance de gol antes que o ponteiro do relógio terminasse sua segunda volta. Logo em seguida, no entanto, na primeira vez em que o Brasil passava o meio-campo, uma falta cobrada pela esquerda resultou no gol de ombro ou nuca, não foi possível identificar exatamente, do excelente lateral esquerdo Fábio, ainda no Fluminense. 120 segundos depois, saída de bola equivocada dos norte-coreanos, que entregaram nos pés do atacante Alex o segundo gol. A bola ainda desviou no zagueiro antes de deixar o goleiro sem reação e balançar a rede. Contudo, o jogo ainda não tinha chegado aos dez minutos quando, em falta cobrada pela direita, mais uma vez o capitão Fábio subiu sem marcação para anotar de cabeça, sem maiores dificuldades, o terceiro gol brasileiro. Para o espanto geral, na saída de bola mais uma chance clara na área foi desperdiçada, o que naquela altura era de se esperar.
Depois de ver o jogo resolvido em apenas 15 minutos, o Brasil deu espaço e, ainda no primeiro tempo, a Coréia do Norte pode mostrar seu valor, logicamente ofuscado até ali. Foram pelo menos dois bons ataques, de um time que vinha de um empate com a poderosa Inglaterra, e nem nos piores pesadelos poderia imaginar uma situação daquelas. Antes do árbitro do Uzbequistão apitar o final da primeira etapa, o jogo seguia em equilíbrio, se for possível ter equilíbrio numa partida em que alguém vence por 3 a 0, até o Brasil ampliar com Maicon, numa jogada em que a bola foi chutada na trave, pela direita, e sobrou para ele marcar de perna esquerda. Logo em seguida, num erro da defesa brasileira, o atleta An Il Bom dominou e de virada concluiu no canto, diminuindo o marcador.
Com o placar apontando 4 a 1 e com apenas 45 minutos pela frente, a expectativa era a de que a Coréia abusasse da correria, já no início do segundo tempo. No entanto, os planos ruiram quando na saída de bola para a etapa final, o lateral Fábio recebeu na direita, dominou, concluiu com felicidade, mas teve seu gol impugnado por impedimento, e no instante seguinte, Giuliano, do Paraná, completou para a rede dentro da área aos 2 minutos. Isso diminuiu o impeto norte-coreano, mas não impediu que eles dominassem o segundo tempo, dentro das suas possibilidades, sendo a seleção asiática aquela com mais lances incisivos e oportunidades de marcar, mesmo que o goleiro Marcelo do Flamengo, não tenha feito intervenções importantes. Nos quinze minutos finais a Coréia cansou, diminuiu o ritmo e "administrou" a goleada; ainda haveria tempo para que o atacante Choco, do Atlético Paranaense, marcasse o sexto logo após entrar em substituição a Lulinha. Final: 6 a 1...
Com a vitória o Brasil definiu a sua classificação para as oitavas-de-final e decide, na sexta-feira às 5 da manhã contra os ingleses, a primeira colocação do grupo B da Copa do Mundo Sub-17. À Coréia do Norte resta vencer a Nova Zelândia, em jogo simultâneo ao do Brasil, para seguir postulando uma vaga entre os 16 que avançam à segunda fase, como um dos quatro melhores terceiros colocados. Arriba seleção...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

...

Diz a sabedoria popular que gosto não se discute. Diria eu, que existem outras coisas igualmente indiscutíveis. Daquelas que nem Einstein, nem Freud, nem Nietzsche, nem Marx, nem outra cabeça pensante qualquer, é capaz de colocar em discussão. Não sei se vale a pena discutir isso, mais aí vou eu... (Caramba, esta é a frase mais mal colocada que a minha pessoa enquanto são-paulino já fez, que fase...)
Política, por exemplo. Todo mundo tem as suas convicções, não cabe a ninguém opinar contraria ou favoravelmente, é algo estritamente pessoal, que diz respeito apenas a quem às têm. Se o sujeito fica com elas pela vida toda ou é capaz de mudá-la a cada semana, é um problema dele e que faça bom proveito. Religião. Esta também é parte integrante do senso de cada um como indivíduo, e não há razão plausível para julgamentos. Cada um crê, ou não, naquilo que mais lhe convence ou convém, e fim de conversa.
Conceitos, tais como beleza. Esses são tão individuais quanto as anteriores. O que me parece belo, pode não o ser para você, cara pálida. São valores variáveis e relacionados apenas ao problema de visão de cada um, se é que você me entende... Opção sexual, então: se o cara mata barata no canto, não gosta da fruta, torce para o Corinthians, entrega o jogo mesmo, cabe a ele e/ou a ela, já nem sei mais, assumir as consequências e segurar a barra (isso quando não quer fazer outras coisas com a barra, meu Deus...).
E finalmente o futebol. Isso é clássico. Não se discute nem por decreto papal. Qualquer contenda aqui pode acabar com verdadeiras amizades, relacionamentos estáveis, no hospital ou no cemitério. Mais vale fazer concessões do que perder muito tempo. Sendo assim, se um time é extremamente superior; se a goleada é grande, fora o baile; se o "papo" antes do jogo faz o tombo ser ainda maior; se os "patinhos" só marcam quando o adversário deixa; se a derrota é tão doída... não é prudente se estender.
Mas, se ainda não lhe parecer convincente, não há problema. Pergunte pra eles...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Recordar nem sempre é viver

Hoje, 16 de agosto de 2007, não é um dia bom para nenhum são-paulino. Pode até ser seu aniversário, da sua mãe, da sua avó, de seu cachorro, daquela gata inesquecível que você pegou no mês passado, mas nada pode haver de excepcional hoje. Ocorre que há exatos 365 dias, na cidade de Porto Alegre no estádio Beira-Rio, o Internacional empatava em 2 a 2 com o São Paulo, conquistava a primeira Copa Libertadores da sua história e sepultava o sonho do tetra-campeonato tricolor... Meus pésames a mim mesmo.
Dois aspectos, no entanto, me fazem relembrar dessa data tão repugnante. Primeiro, que perder uma final de Libertadores é como perder, sei lá o que... não tem como digerir; a competição sul-americana é o eterno anseio tricolor, e só quem é são-paulino de verdade é capaz de entender isso, ainda que seja impossível explicar; além de nós, só quem já provou do sabor inigualável de conquistar uma, sabe do que estou falando, não é mesmo corinthianos...
O outro aspecto, diz respeito a um tema, minimamente, delicado. Sabe-se que naquela final, Aloisio fez muita falta, que a expulsão de Josué, ainda no primeiro tempo da ida no Morumbi, foi decisiva, que Muricy estava no banco... Todavia, o maior responsável pelo empate, foi aquele que menos esperávamos: Rogério Ceni. Uma falha incomum no primeiro gol derrubou psicológicamente a equipe, que sucumbiu diante da destreza tática do time de Abel Braga, campeão do mundo quatro meses depois. Naquele momento, nada do que fosse feito salvaria a derrocada tricolor. Nadamos, nadamos, e morremos na praia...
É evidente que isso não deixou qualquer marca sobre a relação do goleiro com o clube, que ele defendeu com tanto brilhantismo; apenas permitiu que o enredo fosse perfeito, afinal, nenhum best-seller é feito sem a gangorra do destino. Por isso, hoje decidi reproduzir trechos da reportagem publicada pela revista Placar, na edição do mês de setembro de 2006, na seção "Personagem do mês", onde o jornalista Arnaldo Ribeiro define com rara felicidade o que faz de Rogério Ceni, uma entidade...

(...)"Tudo começou em 19 de julho, com a atuação épica diante do Estudiantes, pela Libertadores. Na decisão por pênaltis, Rogério marcou o seu e defendeu a cobrança de Alayes, quando tudo parecia perdido. Saiu mais uma vez como herói. Uma semana depois, teve a personalidade de costume para bater (e converter) o pênalti no finzinho contra o Chivas, no México. Mais um semana, outra vez o Chivas, agora no Morumbi. Rogério defende o pênalti de Morales quando o jogo estava 0x0 e empurra o time para mais uma final de Libertadores. Só que aí as coisas começaram a mudar...
No dia seguinte, em vez de curtir mais uma tarde de glória, Rogério estrilou com a comentarista do Sportv Milly Lacombe. Até que tinha razão, mas a questão é: outra vez ele provou que não consegue relaxar, usufruir, desligar... Nem nos momentos bons"(...)
(...)"Na sexta, Rogério acordou com a trágica notícia do acidente que feriu gravemente o terceiro goleiro do time, Bruno, e matou o quarto goleiro, Weverson; ele que era fã de Rogério, ele que começou a cobrar faltas incentivado por Rogério. No enterro do garoto, o grande símbolo deste São Paulo não segurou as lágrimas.
Rogério tinha quatro dias a partir daquele lamentável ocorrido para superar o trauma, motivar o resto do time, treinar exaustivamente faltas e pênaltis, liderar e, acima de tudo, preparar-se para não errar na partida que poderia valer o tetra na Libertadores.
E ele fez tudo isso. Ou melhor, quase tudo isso. Defendendo o gol 'abençoado' pelas mendingas do senhor que cuida do gramado do Beira-Rio, Rogério vacilou. Soltou uma bola que não costuma soltar, na sua maior falha seguramente nos dois últimos anos. Gol do Internacional. Intervalo e ele pára nos microfones. 'Errei. E em final não se pode errar.' Rogério estava derrotado"(...)
(...)"Bastaram quatro dias para tudo voltar ao seu lugar(...) Nesse dia histórico, no Mineirão, ele tornou-se o goleiro que mais gols marcou em todos os tempos, superando Chilavert"(...)
(...)"Com as conquistas do ano passado, sempre como protagonista (lembra o Mundial contra o Liverpool?), ele não é mais o 'bom perdedor'. Se faltavam taças em seu currículo, não faltam mais. Pelo número de partidas, pelos gols, pelos títulos, Rogério já é o jogador mais importante da história do São Paulo. Errar, todo mundo erra. Fazer o que você faz, ninguém faz, Rogério."

Aos colorados, em especial meu pai, meus respeitos...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Danke...

A partir de agora, só é possível agradecer ao fantástico ex-volante do São Paulo Futebol Clube Josué, falando em alemão. Ocorre que noite da última segunda-feira, Josué assinou sua transferência para o Wolfsburg, clube da primeira divisão do futebol alemão, pela bagatela de 3,5 milhões de reais. O valor é irrisório perto da qualidade do jogador e quando comparado ao de transferências menos qualitativas na Europa. Contudo, está dentro dos padrões nacionais, e como não haveria possibilidade de aguadar o fim do contrato em dezembro e correr o inútil risco de perde-lo sem ressarcimento, lá foi precocemente mais uma jóia rara do futebol tupiquiniquim, desfilar pelos gramados europeus. Assim sendo, Danke... carissimo Josué.
Em mais de 150 jogos pelo maior clube das Américas, o atleta foi incrível. Como comentei em outra oportunidade neste espaço, Josué era ofuscado por Mineiro no meio campo do São Paulo, em virtude dos gols; por parte de Josué foram apenas 7. Sete bolas que o torcedor mais fanático não esqueçe, porém não lembra (com essa infima quantidade e tão significante raridade, é impossível lembrar deles...). No entanto, nem seria preciso esperar por eles; Josué é inigualável em outros aspectos quão ou tão importantes.
Por participar com tanto brilhantismo das conquistas mais recentes e importantes da história do clube, por sempre ser protagonista sem ninguém notar, por sempre ter honrado de maneira marcante o manto sagrado tricolor, por sempre estar no lugar certo e na hora certa, por nunca ter perdido para o Corinthians... Meus respeitos, Josué

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

não sou crítico, apenas realista...

Nesse final de semana, enquanto ouvia o jogo entre São Paulo e Atlético Paranaense (realmente não é possível viver e ser feliz, ao mesmo tempo, sem ser sócio do Premiere Futebol Clube), estive pensando; note a evolução...
Desde que este blog nasceu, o que mais tenho feito são críticas ao "excelentíssimo" sr Muricy Ramalho. Isso não chega a me intrigar, me tirar o sono, nem qualquer coisa que o valha, mas, inevitavelmente, me levou a refletir. Como posso criticar o técnico lider do Brasileirão e atual campeão do torneio, que dirige sem problemas aparentes, o mais equilibrado time do continente?
Corria o jogo, a vitória já estava garantida e eu mais tranquilo, quando cheguei a uma conclusão. Muricy, indiscutivelmente, não se trata de um mal treinador, como o próprio costuma dizer, entende do assunto, nem é a pior opção disponível no momento para o cargo no tricolor. Contudo, o que pode ser uma virtude importante na visão de alguns, em Muricy é um grave defeito: teimosia. O sujeito, em certas partidas, exagera. Apenas como exemplo, semi-final do campeonato paulista desse ano, em campo um empate ruim contra o São Caetano no Pacaembu, e o sr Ramalho, de forma injustificável, sequer tentou substituições no time. Resultado: uma semana depois, pressão intensa e necessidade obrigatória de um resultado positivo, o que deu numa derrota por 4 a 1 em pleno Morumbi, e a consequente eliminação.
É evidente que o São Paulo de Muricy é time competitivo, extremamente bem posicionado, que não toma dois gols na mesma partida desde o longínquo mês de maio e que venceu os últimos 7 jogos disputados. No entanto, não entra na cabeça de nenhum ser-humano sóbrio, como Júnior pode ser reserva numa lateral esquerda que abriga o volante Richarlyson, como Jorge Wagner é insistentemente sub-aproveitado fora do meio-campo, como Souza pode ser titular absoluto, em detrimento do excelente Hernanes...
Enfim, além dessas pequenas observações, aqui e acolá, não é possível deixar de citar, também, as mais recentes derrotas na Libertadores, "inesquecíveis" sr Muricy... Assim sendo, mesmo não aprovando tudo o que o cara faz, acredito não ser burro ao ponto de não saber reconhecer os benefícios trazidos pelo rapaz. Anúncio uma trégua para o 2ª turno do Brasileirão, tudo em prol do penta campeonato tricolor. Apenas para ilustrar, foi com Muricy que Rogério bateu sua primeira falta num jogo oficial usando o manto do São Paulo Futebol Clube; e isso, meu caríssimo Muricy, também é "inesquecível"...

Todos os defeitos de um esporte perfeito

Comunico, a quem possa interessar, que esta postagem é referente a uma atividade solicitada pelo professor Ângelo Edval Roman, um dos mais brilhantes mestres que passaram pela formação do meu intelecto, e por isso, não necessariamente, expõe minha visão acerca do fato. Leiam, vale a pena...
Não consigo entender como alguém pode gostar de um esporte feito o futebol. Na verdade, não entendo sequer como aquilo pode ser considerado esporte; chega a ser uma ofensa para com todos os outros.
Vamos aos fatos. Primeiro, porque um bando de desocupados corre desesperadamente atrás de uma bola, como se ela fosse a última coisa que existisse no mundo. Segundo, porque tem um sujeito entre eles, com um apito na boca e acreditando ser o dono da situação, que está sempre de luto. Terceiro, porque, se não são dignos de respeito os personagens do gramado, imagine aqueles que ficam ao redor, assistindo. E o pior, pensam que fazem parte da babaquisse toda: gritam, berram, choram, ficam ao lado de quem nunca viram na vida, talvez nunca mais verão, e na hora de um insignificante gol, parecem amigos de longa data.
Contudo, isso não é nada perto do que vem depois. Em certos momentos o time vence, mas não ganha; e em outros, o time perde, mas ganha; vai entender. E o bando parece apostador que acabou de ganhar na loteria. Tem um cara, na verdade são dois, que realizam a incrível proeza de correr de lado (é hilário!) segurando uma bandeira e fazendo gestos extremamente comprometedores, crentes de que são, sei lá o que. Insuperável, no entanto, é um sujeito, geralmente de uma cintura larga, que gesticula e grita sem parar na beira do campo, levando fé de que tem alguém ouvindo ou prestando atenção naquela cena bizarra. Ele parece uma anta aprisionada, pois não sai de um espaço demarcado com uma linha pontilhada. Pobre anta.
Outra imagem impagável, é a de uns caras que ficam do lado de fora, tentando imitar quem está do lado de dentro. Uns até entram, mas a maioria passa o jogo inteiro ali, correndo sem sair do lugar. Insuportável é o tempo. Uma hora e meia daquele mesmo espetáculo enfadonho. E às vezes, os caras não se dão por satisfeitos, continuam até ninguém mais aguentar, até chegar ao cúmulo de ser preciso colocar a bola na frente do gol, sem ninguém por perto, para que alguém marque.
Não obstante, o fim é inatingível, coisa de cinema: depois de tanta correria atrás da bola, ninguém leva a bendita para casa. Não consigo entender como alguém pode gostar de um esporte feito o futebol.

Que me perdoem os outros, mas o tricolor é campeão

Ultimamente, tenho evitado tratar de algumas temas por aqui... aprendi com a vida, que depois de atingir um patamar muito superior, não vale mais a pena discutir, o que quer que seja; assim sendo, não falei nada sobre as vitórias do São Paulo contra o Botafogo e contra o Atlético PR, que valeram o título simbólico do primeiro turno do Brasileirão.
Preciso comunicar, no entanto, que dois aspectos têm me intrigado. Se não vejamos: desde que o marcante Cruzeiro de Luxemburgo e Alex foi campeão do 1* turno, quatro anos a trás, um clube não obtinha um aproveitamento tão grande dos pontos como a versão 2007 do tricolor do Morumbi; além disso, a campanha atual do São Paulo é proporcionalmente mais eficiente e proveitosa do que era a 12 meses, quando o clube sagrou-se tetra-campeão do Brasil. Sem necessidade de maiores comentários.
Também, às vezes, é difícil admitir algumas coisas; o campeonato nacional, por exemplo... desde que o mesmo começou, em 2003, quem leva o turno, leva o scudetto no final do ano (assunto já desenvolvido neste recinto); assim, continuar acreditando que com o melhor time do continente sul-americano sendo esse "tal" campeão, o torneio segue aberto, me desculpem, é ridículo. O campeonato até estava interessante, muita vontade, técnica escassa, árbitros despreparados, mas, convenhamos, podemos preparar o velório, encomendar a missa e dar um beijo na viúva... já era.
Digo a todos que foi bom enquanto durou, e que tudo o que é bom, dura o tempo necessário para ser inesquecível; me perdoem os outros, mas o tricolor é campeão...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Rogério Ceni, o mito

Falar de Rogério Ceni é falar do São Paulo Futebol Clube. Ambos se descaracterizam quando tratados de maneira diferente. A união é tão forte e incondicional que é complicado comparar, em outras épocas, reciprocidade tão veemente. Talvez Pelé com o Santos, Zico com o Flamengo ou Falcão com o Internacional. Paixões que o tempo não é capaz de apagar. Atualmente, então, comparações desse nível são improváveis; apenas Marcos com o Palmeiras é capaz de se aproximar da relação de Rogério com o seu tricolor. Única, em sua essência.
A coisa é tão séria que o São Paulo é um antes, e é outro depois de Rogério Ceni. Antes do arqueiro, era o São Paulo bi-campeão mundial, bi-campeão sul-americano e tri-campeão brasileiro. Depois dele, chegou à quarta conquista nacional, ao status de único clube do País a possuir um tri-campeonato sul-americano e se igualou ao Milan, Boca Juniors, Real Madrid, Nacional e Peñarol no seleto grupo dos clubes tri-campeões do mundo. No entanto, Rogério ainda segue com o seu clube do coração, e é impossível dimensionar, ainda, quantas taças ele deixará no Morumbi.
Sem dúvida, Rogério deixa como legado, não só uma lista imensa e impressionante de títulos, tão comum para os simples mortais. Ele deixa também escrita, uma página marcante, na qual revoluciona, não só o clube que defendeu por uma vida inteira, mas a posição de goleiro como um todo. O que se via, eram goleiros incapazes de jogar com os pés, de pensar em outra coisa que não fossem os chutes injustificados para um lado qualquer, de pensar simplesmente, de cobrar um tiro de meta ou repor uma bola, com o mínimo de decência que se pode exigir; hoje nota-se como esses fundamentos, tão importantes para o futebol, são treinados exaustivamente; se vê com mais clareza, ainda, o advento de goleiros cobradores de faltas e penaltys, a marca mais marcante de um ser humano marcante.
Outras características que mereçem reverência no sujeito, é a capacidade e o despreendimento em declarar o amor, insuperavelmente verdadeiro, pelo clube, sem a necessidade de marketing barato ou inútil, beijos injustificáveis na camisa, ou declarações pejorativas, ofensivas ou desonrosas a quem quer que seja; mas com atitudes condizentes, ponderadas e inteligentes, atuações lineares e sem espalhafato, mostras singulares que o mais fanático torcedor não pode fazer.
Por tudo isso, na véspera da partida em que completa 750 jogos com o manto sagrado do tricolor, mais uma disputa importante na vida do goleiro e na qual apareçe com destaque de protagonista, comprova-se que os 74 gols, sendo 45 em cobranças de faltas e 29 batendo penaltis, e que os quase 17 anos de serviços prestados ao clube, não foram, não são e não serão em vão, na vida desse eterno são paulino.
Minha eterna gratidão...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Campeonato de pontos corridos sem final? Não no Brasil...

Após a 17* rodada do Brasileirão, São Paulo e Botafogo abriram vantagem significativa na ponta da tabela de classificação, momento, digamos, importante e de definição de algumas coisas. Depois de vencer a quinta partida seguida, 2 a 0 sobre o Grêmio em Porto Alegre, o tricolor atingiu os 34 pontos, e tomou a liderança dos cariocas, que não passaram de um empate sem gols em Curitiba contra o Paraná, e estão com 32. Ajudados pelo Vasco, que entrou na rodada em terceiro, e em face do empate em 2 a 2 com o Figueirense no Rio, depois de marcação de penalidade no mínimo duvidosa para os donos da casa, não foi além disso, e pelo Goiás, que derrotado pelo Corinthians no sábado em São Paulo por 1 a 0, depois de uma dezena de jogos sem vitória dos paulistas, terminou ultrapassado pelo Cruzeiro na quarta colocação, e agora encontram-se a cinco pontos dos lideres da competição.
Assim, a não menos do que duas rodadas para o fim do primeiro turno, o momento é de decisão pois, historicamente, desde 2003 quanto o campeonato mudou sua fórmula de disputa para os moldes atuais, quem leva o primeiro turno leva o Brasileirão: foi assim com o Cruzeiro em 2003, com o Santos em 2004, com o Corinthians em 2005 e com o São Paulo em 2006. E a vantagem apresentada nesse momento do segundo para o terceiro colocado, leva a crer que um dos líderes leva o turno e reza para dar a lógica que ronda o torneio.
Mas, superstição à parte, os pontos corridos premiam a competência, a regularidade, a organização e o planejamento, fato que coloca, nesse momento, São Paulo e Botafogo de forma justa como ponteiros da tabela. Indiscutívelmente, os dois jogam hoje, o futebol mais competitivo do País, e enquanto o São Paulo apega-se no equilíbrio da equipe, o Botafogo tem sido vistoso aos olhos de quem gosta de bom futebol. Palmas a eles...
Considerando então, regularidade como premiação das equipes, São Paulo e Botafogo tem o confronto decisivo marcado para o final de semana do dia 25 de novembro, no Morumbi. Motivos para crer fielmente na confirmação dessa tendência, não faltam. Se um tem a melhor campanha como mandante (o Botafogo venceu todos os sete jogos que fez nessas condições), o outro tem sido imbatível no reduto adversário (o São Paulo é o time com mais vitórias e menos derrotas fora de casa, respectivamente 5 e 1). Se o líder tem, longe dos demais, a melhor defesa do torneio, com apenas sete gols sofridos em 17 jogos (!!!!!!!!!!!), incrível e inacreditável média de 0,4117647 gols por jogo, o outro tem o segundo melhor ataque, com 35 tentos, e o vice-artilheiro do Brasil, André Lima, 11 comemorações e apenas uma atrás do paranista Josiel, de saída ao que tudo indica.
As razões proseguem olhando para o banco de reservas de ambos. Cuca e Muricy Ramalho não tem feito sucesso, senão apenas em competições de pontos corridos. O primeiro tirou o Goiás da zona do rebaixamento no Brasileiro de 2003 (pontos corridos), ficou 18 partidas invicto, fez o artilheiro e por detalhes não acabou na Libertadores, e no entanto fracassou com o São Paulo na Libertadores 2004 e no carioca e na Copa do Brasil 2007, já pelo Botafogo (competições de mata-mata). O outro é o atual campeão do Brasil (pontos corridos) com o São Paulo, mas amarga os insucessos nas Libertadores de 2006 e 2007 (mata-mata) na mesma equipe. À Muricy recai a vantagem de estar a um ano e meio no mesmo time, e à Cuca, o glamour de ser o responsável por montar o competitivo São Paulo de 2004, multi-campeão em 2005 e 2006.
O tal jogo da penúltima rodada pode nem ser a decisão do campeonato por pontos corridos, e no fim não será mesmo, e um dos dois pode estar fadado a se perder pelo caminho ou sofrer com as negociações do mercado europeu, e nem chegar ao final disputando o título; no entanto, apenas pela magia de esporte tão fascinante, já vale muito. E ao São Paulo, que decida o campeonato antes, pois na última rodada enfrenta o Atlético PR na Arena, onde jamais venceu. Haja emoção...