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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

51: muito mais que uma boa idéia

1956. No ano em que Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília, uma das maiores pessoas que já conheci na terra, também nascia. Acredito ser a maior, mas não é do meu feitio cometer injustiças. Especificamente, num 23 de agosto, veio ao mundo aquele que viria a ser uma das mais especiais razões do meu viver. Uma das razões que me levam a levantar da cama dia após dia, olhar para uma manhã chuvosa e acreditar que o sol ainda vai aparecer, continuar seguindo em frente mesmo quando tudo parece perdido, sem solução; na verdade, basta olhar para ele para que tudo tenha um sentido completamente diferente.
O tal sujeito, é o único exemplar do sexo masculino capaz de me inspirar feito uma mulher, obviamente não no sentido sexual, mas nos valores, pela essência, fundamentalmente pela aura. O cara é realmente o cara. Me deixa intrigado, no entanto, que um sujeito dessa estirpe não seja são-paulino, mas sim um legitimo colorado torcedor do Inter de Porto Alegre, e que também tem sofrido muito com o Coritiba na segunda divisão; ilário é quando o cara começa a falar do Gionédis... impagável... Mas, enfim, cada um colhe o que planta. Devo dizer, contudo, que o são-paulino aqui não tem medido esforços para "salvar" mais essa alma desviada (vale lembrar o famoso versículo 3 de Josias: "todos nascem são-paulinos, alguns são desviados"...).
Me entristece nesse momento, imaginar que sou absurdamente incapaz de retribuir ou, meramente, igualar tudo que o cara já fez pra mim; também, a minha incapacidade de deixar transparecer isso que guardo dele, de forma especialíssima, em meu coração; é de longe o meu melhor amigo, aquele com quem eu sempre poderei contar, aquele que é incapaz de me surpreender negativamente. O sujeito é meu maior exemplo, meu guia, meu maior orgulho... antes de comemorar o tri-campeonato da Libertadores, já sabia admirar e respeitar esse ser humano brilhante, magnifico, único, especial, fantástico, incrível...
Aqueles que ainda não o conhecem, nem imaginam o que estão perdendo; aqueles que o conhecem, sabem que a piada do "nada como um Dias atrás do outro" não se aplica na índole e estirpe do rapaz. Por isso, Jair Dias Bravo, muito obrigado por existir e ser essa pessoa que eu tanto amo. Minha mais significante inspiração e motivação, tu és insuperável. Deus te abençoe, meu nobre.
São cinquenta e um anos muito bem vividos e que deixaram e deixam marcas indeléveis. Com extremo carinho, no dia do aniversário dele, meus respeitos... Eternamente, à meu pai...

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