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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Danke...

A partir de agora, só é possível agradecer ao fantástico ex-volante do São Paulo Futebol Clube Josué, falando em alemão. Ocorre que noite da última segunda-feira, Josué assinou sua transferência para o Wolfsburg, clube da primeira divisão do futebol alemão, pela bagatela de 3,5 milhões de reais. O valor é irrisório perto da qualidade do jogador e quando comparado ao de transferências menos qualitativas na Europa. Contudo, está dentro dos padrões nacionais, e como não haveria possibilidade de aguadar o fim do contrato em dezembro e correr o inútil risco de perde-lo sem ressarcimento, lá foi precocemente mais uma jóia rara do futebol tupiquiniquim, desfilar pelos gramados europeus. Assim sendo, Danke... carissimo Josué.
Em mais de 150 jogos pelo maior clube das Américas, o atleta foi incrível. Como comentei em outra oportunidade neste espaço, Josué era ofuscado por Mineiro no meio campo do São Paulo, em virtude dos gols; por parte de Josué foram apenas 7. Sete bolas que o torcedor mais fanático não esqueçe, porém não lembra (com essa infima quantidade e tão significante raridade, é impossível lembrar deles...). No entanto, nem seria preciso esperar por eles; Josué é inigualável em outros aspectos quão ou tão importantes.
Por participar com tanto brilhantismo das conquistas mais recentes e importantes da história do clube, por sempre ser protagonista sem ninguém notar, por sempre ter honrado de maneira marcante o manto sagrado tricolor, por sempre estar no lugar certo e na hora certa, por nunca ter perdido para o Corinthians... Meus respeitos, Josué

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