Após a 17* rodada do Brasileirão, São Paulo e Botafogo abriram vantagem significativa na ponta da tabela de classificação, momento, digamos, importante e de definição de algumas coisas. Depois de vencer a quinta partida seguida, 2 a 0 sobre o Grêmio em Porto Alegre, o tricolor atingiu os 34 pontos, e tomou a liderança dos cariocas, que não passaram de um empate sem gols em Curitiba contra o Paraná, e estão com 32. Ajudados pelo Vasco, que entrou na rodada em terceiro, e em face do empate em 2 a 2 com o Figueirense no Rio, depois de marcação de penalidade no mínimo duvidosa para os donos da casa, não foi além disso, e pelo Goiás, que derrotado pelo Corinthians no sábado em São Paulo por 1 a 0, depois de uma dezena de jogos sem vitória dos paulistas, terminou ultrapassado pelo Cruzeiro na quarta colocação, e agora encontram-se a cinco pontos dos lideres da competição.
Assim, a não menos do que duas rodadas para o fim do primeiro turno, o momento é de decisão pois, historicamente, desde 2003 quanto o campeonato mudou sua fórmula de disputa para os moldes atuais, quem leva o primeiro turno leva o Brasileirão: foi assim com o Cruzeiro em 2003, com o Santos em 2004, com o Corinthians em 2005 e com o São Paulo em 2006. E a vantagem apresentada nesse momento do segundo para o terceiro colocado, leva a crer que um dos líderes leva o turno e reza para dar a lógica que ronda o torneio.
Mas, superstição à parte, os pontos corridos premiam a competência, a regularidade, a organização e o planejamento, fato que coloca, nesse momento, São Paulo e Botafogo de forma justa como ponteiros da tabela. Indiscutívelmente, os dois jogam hoje, o futebol mais competitivo do País, e enquanto o São Paulo apega-se no equilíbrio da equipe, o Botafogo tem sido vistoso aos olhos de quem gosta de bom futebol. Palmas a eles...
Considerando então, regularidade como premiação das equipes, São Paulo e Botafogo tem o confronto decisivo marcado para o final de semana do dia 25 de novembro, no Morumbi. Motivos para crer fielmente na confirmação dessa tendência, não faltam. Se um tem a melhor campanha como mandante (o Botafogo venceu todos os sete jogos que fez nessas condições), o outro tem sido imbatível no reduto adversário (o São Paulo é o time com mais vitórias e menos derrotas fora de casa, respectivamente 5 e 1). Se o líder tem, longe dos demais, a melhor defesa do torneio, com apenas sete gols sofridos em 17 jogos (!!!!!!!!!!!), incrível e inacreditável média de 0,4117647 gols por jogo, o outro tem o segundo melhor ataque, com 35 tentos, e o vice-artilheiro do Brasil, André Lima, 11 comemorações e apenas uma atrás do paranista Josiel, de saída ao que tudo indica.
As razões proseguem olhando para o banco de reservas de ambos. Cuca e Muricy Ramalho não tem feito sucesso, senão apenas em competições de pontos corridos. O primeiro tirou o Goiás da zona do rebaixamento no Brasileiro de 2003 (pontos corridos), ficou 18 partidas invicto, fez o artilheiro e por detalhes não acabou na Libertadores, e no entanto fracassou com o São Paulo na Libertadores 2004 e no carioca e na Copa do Brasil 2007, já pelo Botafogo (competições de mata-mata). O outro é o atual campeão do Brasil (pontos corridos) com o São Paulo, mas amarga os insucessos nas Libertadores de 2006 e 2007 (mata-mata) na mesma equipe. À Muricy recai a vantagem de estar a um ano e meio no mesmo time, e à Cuca, o glamour de ser o responsável por montar o competitivo São Paulo de 2004, multi-campeão em 2005 e 2006.
O tal jogo da penúltima rodada pode nem ser a decisão do campeonato por pontos corridos, e no fim não será mesmo, e um dos dois pode estar fadado a se perder pelo caminho ou sofrer com as negociações do mercado europeu, e nem chegar ao final disputando o título; no entanto, apenas pela magia de esporte tão fascinante, já vale muito. E ao São Paulo, que decida o campeonato antes, pois na última rodada enfrenta o Atlético PR na Arena, onde jamais venceu. Haja emoção...
coluna UniBrasil Esporte Clube
Band Sports
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