Torcer para o São Paulo é uma grande moleza. Mas não enjoa, não. Porque como bem disse alguém algum dia, cada título tem o seu charme. Há três anos o São Paulo ganhou o título mais importante de sua galeria. O único campeão do mundo em todos os formatos de campeonato mundial, ou pelo menos até domingo, quando o Manchester pode alcançar esse feito, mas não o TRI, na final em Yokohama contra a LDU, campeã da Libertadores, não TRI.
Eu poderia muito bem aqui, dizer com todas as letras que vou secar o Manchester, torcer contra, mas fato é que ser sãopaulino é diferente. Ser sãopaulino, antes de qualquer coisa, é ter um coração afável. Não queremos a desgraça alheia, com toda sinceridade, a inveja dos demais é que nos persegue. O sucesso incomoda, porém não sobe a nossa cabeça.
Por isso somos exemplo. Qualquer gostaria de ser o São Paulo, no entanto não conseguem. Todo mundo tenta fazer o que São Paulo faz, contudo nascemos assim, um time que antes dos 80 anos já ganhou mais do que qualquer um centenário no Brasil. Nossa vocação é muito maior. Somos os escolhidos, e isso não escolhemos.
O Milan é hoje o único tetra campeão mundial, sabemos reconhecer isso. Tirando corinthianos e argentinos, sabemos valorizar o bom futebol, a magia que nos move e nos colocou no topo e por lá nos mantém, ainda que tentem afirmar o contrário. Honestamente, 2009 parece ser um ano promissor. Realmente não sei se efetivamente será o ano do TETRA: tetra da Libertadores, tetra do Brasileiro e Tetra do Mundial... não sei... As perspectivas são boas, mas não sou capaz de prever o futuro. Mas com certeza, há uma coisa que é definitiva. Chegamos a um ponto que somos inatingíveis, pelo menos nessa década! Isso não tem preço, é o que pagamos por organização, competência, planejamento. Essas palavras são tão batidas no nosso vocabulário, que qualquer um vê no que isso deu. No mais bem sucedido clube brasileiro em todos os tempos.
Tenho certeza que não somos melhores ou piores que ninguém, não somos mesmo; não posso acreditar que alguém entre em campo para perder, isso é canalhice que não merece referência. Porém somos apenas diferente, porque fazemos diferente. Somos seres humanos como qualquer um outro, temos os defeitos e erramos feito qualquer um - do contrário ganharíamos tudo, o que não é o caso; no entanto, conseguimos ver as coisa de outra perspectiva, somos, como já disse outro dia, parte privilegiada da raça humana, a evolução da espécie.
Mas prepotência não faz parte da nossa natureza, não ganhamos pelo gosto de humilhar, apesar de sentirmos pena dos outros; ganhamos porque está implícito, nosso sinônimo é vitória, nosso ideal é o sucesso. É por isso que nossa vocação é o mundo, nossas glórias não cabem dentro de um país. E o mundo viu isso, em 18 de dezembro de 2005, o dia mais importante da vida do Sãopaulino!





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