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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

América, trigésima quarta rodada, Cícero Pompeu de Toledo

Ainda não há data definida, ainda falta saber o horário (não ficaria surpreso se a Globo marcar o jogo para às 21h50 do próximo dia 31), mas local e adversário já são conhecidos... Na 34ª rodada do atual Brasileirão, contra o rebaixado América-RN (feito brilhante: rebaixamento com sete rodadas de antecipação, histórico...), no Morumbi, em São Paulo. Desse dia não passa... Quando o árbitro apontar o centro do gramado, pedir a bola e assoprar seu instrumento de trabalho na tal partida, o mundo ficará conhecendo o primeiro, e legitimo, penta-campeão do Brasil. E do jeito que as coisas vão, com casa cheia, cheia não, lotada, abarrotada, com goleada e com gol do mito Rogério Ceni. É inevitável. Feito o amanhecer de um novo dia.

É evidente, contudo, que parte disso tudo passa por um pequeno detalhe, quase insignificante, mas que deve ser lembrado. Para ser campeão daqui a três rodadas contra o América, vai ser preciso, impreterívelmente, ganhar do Cruzeiro, domingo, no Morumbi, às 4 da tarde, já no enfadonho horário da primavera. Em outros tempos, nem tão distantes, uma tarefa simples, mas que hoje requer alguns cuidados. Está muito claro que o São Paulo vive seu momento mais crítico desde a derrocada na Libertadores, e portanto vencer os mineiros depende de circunstâncias que suplantam a minha mera vontade. Contudo, mesmo a situação sendo critica, vale a pena lembrar que a volta por cima, após a eliminação para o Grêmio no torneio intercontinental, veio justamente sobre o Cruzeiro, com uma vitória em pleno Mineirão e com direito a golaço do garoto Hernanes, durantes as disputas do primeiro turno desse Brasileirão, agora às portas do memorial do Morumbi.

Se no duelo contra a Raposa de Belo Horizonte, Rogério Ceni e Dagoberto são retornos praticamente certos, é mais fácil o Corinthians ganhar uma Libertadores do que Rogério não entrar em campo no próximo final de semana, Aloísio é um desfalque irrevogável; isso, ainda resquício da pelada do Maracanã, onde se viu um arbitro absolutamente... faltam adjetivos para qualificá-lo. Segundo Muricy Ramalho, ele estava com extrema má vontade; antes fosse Muricy. O senhor Ricardo Ribeiro (onde já se viu árbitro de futebol com apenas um sobrenome, não existe) beirou o patético. Não bastasse a qualidade exígua, o sujeito é de Minas Gerais: o único time ainda com chances, tão remotas quanto as possibilidades de frear as consequencias do aquecimento global, de tomar a quinta estrela do Tricolor é daquele estado, e as ligações são obvias; tão lamentável quanto tipicamente nacional, a mais clara lição do futebol no País: fraucatuas antes de qualquer artifício licito...

O tal juiz, conseguiu ignorar um penâlti clamoroso sobre o atacante Aloísio, puni-lo no mesmo lance com um cartão amarelo e, posteriormente, ainda expulsá-lo em jogada, minimamente discutível, com o segundo cartão amarelo. Como desgraça pouca é bobagem, ele ainda inventou um penâlti desgraçado contra o São Paulo e favorável ao Cruzeiro, mas que os deuses do futebol trataram de intervir, pela justiça evidente. Aqui, entram dois aspectos que precisam ser ressaltados. O São Paulo entrou em campo com oito desfalques efetivos, e mesmo o terceiro goleiro do time, foi capaz de segurar uma penalidade, ainda que enfrentando 40 mil torcedores; também, foram necessários apenas 15 minutos de bom futebol do time no início do segundo tempo, para que o São Paulo saísse com um injusto empate, que por um detalhe não virou vitória: a intervenção nefasta da arbitragem. Considerando tais aspectos, evidentes a olho nu, chega-se a conclusão da superioridade do time do Morumbi e do quão merecida é a conquista do título.

Em vencendo o Cruzeiro no próximo domingo, o São Paulo chega aos 67 pontos e abre 14 para o time azul, faltando apenas seis rodadas para o crepúsculo do torneio. Assim, mesmo a equipe comandada por Durival Júnior vencendo todas as demais partidas, alcançaria 71 pontos e para o São Paulo seriam necessários, apenas, 4 pontos para garantir o Penta: um contra o Sport, na Ilha do Retiro, pela 33ª rodada, e três frente o América, na seguinte, no Morumbi... Então, chegou a hora da decisão, e disso, Rogério Ceni e cia entendem perfeitamente...

Lembro, ainda, que existem possibilidades plausíveis da taça chegar para o Tricolor, já no dia 28, contra o Sport em Recife; confira: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Sao_Paulo/0,,MUL149904-4286,00.html

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