Band Sports

terça-feira, 2 de outubro de 2007

É o que é...











Até o próximo dia 21 muitas coisas vão mudar no planeta... Bush pode ser assassinado, Lula pode se suicidar, um meteoro poderá atingir o Parque São Jorge, uma "garoa" pode inundar a Terra ou o sol pode explodir e aniquilar toda espécie humana. No entanto, corre-se o risco de nada disso acontecer, mas é bem provável que até lá Lewis Hamilton já seja campeão mundial de Fórmula 1 e o São Paulo penta-campeão brasileiro de futebol; convenhamos, uma possibilidade mais amena e exequível (bela palavrinha, não achas...), porque de problemas já bastam os meus.



Os dois notáveis citados anteriormente, representam atualmente a materialização mais clara da prática esportiva bem sucedida. O São Paulo lidera o Brasileirão, disparado, com 12 pontos a frente do único adversário ainda capaz de roubar-lhe o caneco, o Cruzeiro de Belo Horizonte; Lewis Hamilton lidera o Campeonato de pilotos da Fórmula 1, disparado, com 12 pontos a frente do único adversário ainda capaz de roubar-lhe o caneco (você ainda acredita nas possibilidades de Kimi Raikkonen? Tolice; garanto que você, pensando assim, também engoliu a história de Rubens Barrichello e da Honda, no inicio da temporada, dizendo que tinham condições de brigar pelo título...), o companheiro de scuderia Fernando Alonso. Coincidência? Não; mesmo rimando com competência, estão longe de ser sinônimos.



Lewis Hamilton não guia uma Ferrari, no entanto conduz um carro tão eficiente, confiável e renomado que o da equipe italiana. A McLaren que está na mão do inglês, é a melhor desde o crepúsculo da carreira de Mika Hakkinen, então campeão mundial. Evidente, no entanto, que o carro vermelho guarda um aspecto intocável, mas é inevitável não ficar indiferente ao fato de que após a aposentadoria de Michael Schumacher, a comparação não tem passado nem perto com outrora; é incrível como os mitos deixam marcas indeléveis. O São Paulo também está longe de ser uma Ferrari, mas inegavelmente é tão eficiente, confiável e renomado que a equipe italiana. O time do Penta, obviamente, ainda precisa rodar quilômetros e mais quilômetros para atingir o nível quase inatingível do esquadrão de 2005, por exemplo, campeão sul-americano e mundial (o brasileiro, lembra dele, ficou com Edílson). Naquele, a camisa 7 era ostentada por Mineiro, mas é quase um impropério deixar de considerar que Rogério Ceni segue ostentando a 1; é incrível como os mitos deixam marcas indeléveis.



O São Paulo está às portas de um feito inédito; Lewis também. O Tricolor jamais conquistou dois Brasileiros de forma consecutiva, nem mesmo nos tempos de Telê e Raí; Lewis poderá ser campeão logo em sua temporada de estréia na Fórmula 1, com incríveis 22 anos, superando a marca de Fernando Alonso, campeão com a Renault aos 24, dois anos atrás. Se há algumas corridas, a aproximação do espanhol fez pairarem dúvidas sobre as suas possibilidades, Hamilton comprovou onde devia, dentro do cockpit, que sua posição está acima de qualquer suspeita; se a eliminação no Paulista e na Libertadores fez pairarem dúvidas sobre as condições do clube do Morumbi, as 16 partidas de invencibilidade na competição dão uma noção do que esse time é capaz e de que sua posição está acima de qualquer suspeita.



No fim de semana, o São Paulo superou uma de suas barreiras mais intransponíveis: ganhar do Internacional no Beira-Rio; Hamilton superou uma de suas provações mais intragáveis: correr sob chuva torrêncial. O confronto em Porto Alegre reunia os dois atuais Campeões do Mundo e um público contrário considerável, superior a 38 mil gargantas inflamadas a favor do Colorado; o circuito de Fuji não era usado na Fórmula 1 desde o final da década de 70, e enfrentá-lo era remar contra a maré, andar ladeira acima, desbravar o desconhecido, com o bi-campeão Alonso ao lado na primeira fila.


Sendo assim, 21 de outubro de 2007 é o domingo, no qual Interlagos vai recepcionar o último Grande Prêmio da temporada e o Morumbi vai recepcionar o definitivo confronto São Paulo vs. Cruzeiro. Ambos já levaram? Certo é que quem morre na véspera é peru de natal, não Alonsos ou Cruzeiros; enquanto o coração bater e o pulso pulsar, vida restará. Não vale a pena estender-se, quem viver verá, entre mortos e feridos...

Nenhum comentário: