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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

FIFA Club World Cup Japan 2007

Surgiu o primeiro tetra campeão mundial de clubes. Após conquistar o mundial de 2007, o principal clube de Milão deixa para trás, além do próprio Boca Juniors da Argentina derrotado ontem, o São Paulo do Brasil, o Real Madrid da Espanha e o Peñarol e o Nacional do Uruguai, agora os únicos tri campeões do Mundo. Por que o Milan, o Milan é Tetra... e com justiça...

Mesmo com Carlo Ancelotti atrapalhando no banco de reservas, a equipe fez por onde merecer mais esse título e o nome de Rei de Copas. O treinador italiano, ao que tudo indica com os dias contados no time Rossonero mediante a chegada iminente de José Mourinho, cometeu a desfaçatez de escalar o zagueiro Bonera na lateral direita e colocou tudo a perder. Além de usar o descartável Ambrosini, desnecessário num meio campo que conta com Pirlo e Gattuso.

Contudo, as coisas conspiravam a favor dos italianos, pois o treinador Miguel Angel Russo também não lançou mão do único potencial substituto para Juan Roman Riquelme, o meia Ledesma que também seria expulso quando colocado no time. No entanto, sua responsabilidade na derrota é menor em comparação com os méritos de Ancelotti na conquista. O time argentino, demonstrou uma peculiaridade incomum para sul-americanos em finais de mundiais; especialmente perante a atitude dos brasileiros.

Desde 2005, quando a FIFA passou a reconhecer a Copa TOYOTA como Mundial de Clubes, nunca uma equipe desse lado do Atlântico tentou fazer tanta frente a um europeu. Antes São Paulo e Internacional sequer ameaçaram Liverpool e Barcelona, respectivamente, e pagaram o preço por não "jogarem" o mundial: foram campeões. Convenhamos, esse mérito ninguém pode tirar de Migule Angel.

Pois o Boca atacou, fez frente ao Milan nos primeiros 45 minutos, mas sucumbiu diante da genialidade de apenas um guerreiro do exercito rival: Kaká. O craque já havia dado passe para o primeiro gol, e depois do golaço do excepcional Nesta, arrancou da esquerda a bola que valeu o Tetra. Ainad haveria tempo para mais um toque ao gol do iluminado Inzaghi e para mais uma lambança de Ambrosini no gol derradeiro do Boca. Além da bola na trave de Ibarra só os italianos jogaram na segunda etapa. Foi um passeio que deu dó.

Ancelotti, justificando o carinhoso apelido de RetranCarlo Ancelotti, chegou a terminar a decisão mais importante da história do Milan sem nenhum atacante e com quatro volantes no meio campo, além de um zagueiro na lateral esquerda. Contudo, não se pode tirar a pouca razão do treinador; tinha como garantia o futebol de um brasileiro, o melhor jogador do melhor time do mundo...

Um comentário:

Anônimo disse...

O melhor do mundo, pra ser melhor do mundo, tinha de ter "aprendido" a jogar futebol no também melhor do mundo. Agora o Imperador também veio sentir esse "gostinho" e, é claro, também aprender um pouco. Esse ano, não tem ninguém para o PODEROSO SÃO PAULO. Nos vemos no mundial em tóqui. Saudações tricolores(O melhor do mundo, não o time de várzea que tá na segundona)meu caro amigo.