Band Sports

sábado, 28 de fevereiro de 2009

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A International Board é a entidade que define as regras do futebol. E resolveu hoje que o uso de dois árbitros assistentes, além dos que já existem, serão colocados em período de testes. E teste é aquela coisa: tem 50% de chance de virar lei... Seu papel será óbvio: atrás dos gols, ajudar o árbitro central a marcar gols duvidosos, saídas de bola em geral e marcações dentro da área. Já ouvi alguns críticos de plantão que não iriam mais parar de marcar pênaltis. Duas coisas. A regra tem que ser cumprida à risca. Se houverem quinze pênaltis no jogo, os quinze devem ser assinalados. E convenhamos... O jogador sabendo que alguém de poderes quase iguais ao do juíz principal, ali do lado dele, olhando para ele, cria uma consciência coletiva; e todo jogador vai pensar pelo menos uma vez antes de cometer uma infração, a analogia é imediata, não tem erro. Ainda assim, não é das coisas que mais me agradem, acho que é uma medida exagerada. Uma das coisas que levam a FIFA, em especial, estabelecer um período de teste é o fato de que mais assistentes significa mais gastos com arbitragem, o que as entidades ainda são reticentes em fazer com mais afinco.
A proposta foi concebida pelo atual presidente da UEFA, Michael Platini, uma saída viável à tecnologia dos replays, o que é justo e de bom senso. Os testes, a primeira vista, passam a ser considerados pois agora serão feitas em algum torneio profissional, depois já terem admitidas nas Eliminatórias sub-19 da Eurocopa. A proposta assinala que em 2011, potencialmente, seja colocada em prática em alguma liga européia; as federações francesa e italiana, curiosamente, já se prontificaram a emprestar seus campeonatos nacionais para usar como cobaia. Acho difícil que a medida saia logo de cara em torneio de tanto prestígio no Velho Continente.
Nas partidas decisivas da Taça Guanabara, no Rio de Janeiro, esse ano, o árbitro assistente atrás dos gols foi usado, com uniforme da federação e tudo mais. Medida ilegal. Enquanto a FIFA não estabelece o período de teste, que deve ter ainda o campeonato indicado, usar esse tipo de profissional abre um precedente preocupante. O caso pode parar no arbitral da Federação Internacional e o campeonato suspenso, e os problemas estariam apenas no começo. Convém não arriscar. O que também não se arriscaram, foi de continuar impedindo os treinadores de permanecer indefinidamente na área técnica. Daqui pra frente, desde que com comportamento responsável, o técnico pode assistir a partida em pé. E isso alegra em especial os profissionais brasileiros, que se sentiam boicotados em seus trabalhos aqui no Brasil. No fringir dos ovos, o que acontece de fato é a institucionalização da bandalheira, para que os técnicos "apareçam" ainda mais na companhia. Roberto Pompeu de Toledo faz uma analogia interessantíssima nesse sentido no Ensaio O carnavalesco, o técnico e o marqueteiro
A quarta substituição em partidas com prorrogação ficou para outra hora, a própria FIFA vai viabiliza-la aos poucos depois. A priori, não tem como fugir dela em tempos de aquecimento global e coisas do gênero. A proposta da Federação Irlandesa, de que um jogador fosse expulso temporariamente e retornasse ao jogo depois de um tempo, também não passou. Essa aliás, era tão confusa, que na gênese esse cartão era azul. E inventaram de chamá-lo de laranja... Aí não vai passar mesmo!

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