
Na quarta-feira, próximo dia 18, às 21h50, no Morumbi, o São Paulo começa sua luta rumo ao Tetra campeonato da Libertadores, a prioridade em 2009. Agora a pouco, o clube de Medellín empatou sem gols com os uruguaios do Peñarol, no estádio Centenário em Montevidéu. O time local precisava vencer por cinco gols de diferença, sem levá-los, para ficar com a vaga. Caso o Independiente balançasse a rede do arqueiro Cavallero, o Peñarol iria precisar fazer, no mínimo, seis gols. Não deu.
O cenário foi resultado da goleada imposta pelos visitantes, em sua casa, no estádio Atanásio Girardot, na Colômbia. O time do Uruguai até teve mais volume de jogo nessa noite, acertou mais o gol do paraguaio Bobadilla, que fez boa quantidade de defesas, como de praxe também na seleção paraguaia. O treinador mostrou coragem ao escalar quatro atacantes de ofício desde o início. Não achou o gol, mas Pacheco e Bueno mostraram ser incisivos e estiveram sempre por trás das principais ações ofensivas. Antes dos vintes minutos do tempo final, a entrada de Correa significou que eram cinco atacantes contra os dois zagueiros do Independiente. Em vão.

Surpreendeu como o paraguaio Carlos Torres marcou singelas 21 faltas em toda a partida, média de futebol europeu. Faltando menos de quinze minutos para o tempo final, Santiago Escobar começou a trocar seus jogadores e segurou o jogo com três substituições. Vai estar no grupo 4 da Libertadores, ao lado dos compatriotas do América de Cali e dos uruguaios do Defensor Sporting.
Particularmente, preferia enfrentar o Peñarol na primeira fase. Além de evitar duas viagens até a Colômbia, significaria enfrentar um adversário menos qualificado, no mínimo mais fraco. O Peñarol, além de sofrer com a derrocada do futebol de seu país, é o mesmo time que tomou de quatro do Atlético MG, no Centenário, no Torneio de Verão no último mês. O mesmo Atlético que conseguiu dois míseros pontos nas duas primeiras rodadas do campeonato mineiro, mesmo enfrentando os desprezíveis América e Tupi... O time de Medellín é a perigosa equipe, que além da distância à seu favor, conta com, feito a referência anterior, o goleiro do Paraguai Aldo Bobadilla, Calle, o zagueiro atual campeão da Libertadores, contratado junto à LDU, os bons atacantes Arias e Martinez, esse um colombiano de passadas longas, habilidade e bom no jogo aéreo, além do volante Restrepo, de passagens pela seleção da Colômbia. O Independiente é ainda o vice-campeão da Copa Mustang colombiana, e só está em desvantagem perante o Peñarol no diz respeito à experiência em Libertadores, já que os uruguaios já jogaram quase 4o Copas, e está entre os três clubes que mais venceu jogos e mais marcou gols no histórico da competição. Isso aliás, não quer dizer muita coisa, na medida em que não serviu no confronto direto. E enquanto o Independiente disputou uma semi-final em 2003, coisa que o Peñarol não faz desde 1987, quando aliás ganhou a sua quinta e última Libertadores. A próposito, o futebol uruguaio não vai a uma semi-final desde 1989, quando o Danúbio perdeu, curiosamente, a vaga na final para os colombianos do Atlético Nacional, campeões naquele ano, com Higuita, Escobar, Usuriaga, e o técnico Francisco Maturana, os primeiros na Colômbia a chegar ao topo da América.

Contra times da Colômbia, o São Paulo soma duas vitórias, mais três empates, e apenas uma derrota; fora os três gols sofridos, marcou sete. Os confrontos mais marcantes, que infelizmente coincidem com as páginas mais tristes de nossa história, são os dois jogos da semi-final de 2004, contra o Once Caldas. Depois de um empate sem gols no Morumbi, uma derrota por 2 a 1 adiou o sonho do tri, no retorno à Libertadores após uma década. E em 1974, ano de nossa primeira decisão, na fase semi-final, um empate sem gols e uma goleada por 4 a 0 no Morumbi, com direito a gol do genial Pedro Rocha.
Cuenca também vai à fase de grupos da Libertadores
No outro jogo dessa terça-feira, no Equador, o Deportivo Cuenca precisava de três gols de diferença contra o Deportivo Anzoategui da Venezuela, sem sofrê-los, para ficar com a vaga no grupo do Boca, Guarany e Táchira. Pereira, com dois, e Villalba garantiram o impossível aos equatorianos.
Nessa quarta, o Estudiantes recebe o Sporting Cristal em La Plata, Potosí tenta o improvável contra o Palmeiras na Bolívia, e o Universidad de Santiago vai ao México enfrentar o Pachuca. Todas as partidas são jogos de volta.





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