Essa postagem foi vinculada originalmente no último dia 10 de maio
A derrota do Flamengo na Libertadores, nessa semana, é reveladora./ Como costuma dizer o técnico Muricy Ramalho, a bola não perdoa./ Por assim dizer, não se trata de constatar que a equipe brasileira é pior, ou se preferir mais ou menos incompetente, do que a agremiação mexicana./ Longe disso./ Ninguém conquista um campeonato estadual de modo impune; ainda que o “cariocão” não seja exatamente um parâmetro para mensurar a qualidade das equipes que o disputam./ E com agravante considerável nessa temporada, na qual nenhum pequeno chegou nem perto de ameaçar as vagas dos quatro únicos grandes nas fases decisivas.//
Mas não há como não lembrar que o América luta contra a lanterna no difícil campeonato mexicano, vive uma das suas mais graves crises financeiras em toda a história, não vencia há uma dúzia de jogos antes do último final de semana, na disputa exatamente anterior ao confronto das oitavas da Libertadores.//
Deve-se reconhecer a qualidade do goleiro Ochôa, com serviços prestados inclusive a sua seleção, e do atacante Cabañas, o qual faz jus ao provérbio “Deus perdoa, Cabañas não”; simultaneamente, o fato de ser duvidosa e incoerente a dependência de uma equipe pelos gols de Obina.//
Na realidade, seria irresponsável de minha parte reduzir a somente esses aspectos a análise da derrota; os resquícios da comemoração do bicampeonato carioca me pareceram bem evidentes./ Talvez a força que sobrou antes, tenha sido escassa no momento em que o América marcou seu segundo gol, no instante do jogo em que havia uma necessidade de se impor, feito quem vencera no estádio Azteca marcando quatro gols./ E por falar em segundo gol, na fatídica partida o Flamengo temeu o tento mexicano./ Para uma equipe que pode ser derrotada por essa diferença, mas não pode mais levar gols, o momento era extremamente delicado./ O Rubro-negro sentiu medo dos dois a zero//
E não há como fechar os olhos para o fato da Libertadores exigir outras coisas além de um time “bonitinho” ou bem treinado, ou apenas um grande craque no elenco./ Existe um know how nesse torneio, uma mística diferente, que o Flamengo já perdeu há mais de duas décadas./ Ou talvez nunca tenha tido./ O Zico era quem tinha, não o Flamengo./ Difícil de explicar com palavras, é mais ou menos o que sobra no Boca Juniors da Argentina, o que o São Paulo também possui, em menor nível./ Nem é preciso atuar tão bem, mas sim que a camisa faça bem a sua parte, e aí, o time joga mal mas passa./ E passar é o que é relevante na Copa Libertadores./ Os dois gols do Boca no Mineirão, quarta-feira, não são os que os argentinos criaram essa semana./ São os que o Cruzeiro deixou de sofrer na La Bombonera, onde o resultado de dois a um não foi, nem de longe, reflexo da partida./
Uma coisa, entretanto, tem potencial de tirar o sono dos Urubus./ É gritante como alguns técnicos têm medo de ser feliz, ou na pior das hipóteses, nunca são agraciados pelo destino, pelo imponderável./ Caio Junior parecer ser representante dessa corja./ Duas semanas atrás perdeu o campeonato goiano em pleno Serra Dourada para o Itumbiara, que jamais havia sido campeão estadual./ Em dezembro de dois mil e sete, o técnico perdeu a vaga para Libertadores na última rodada do Brasileirão com o Palmeiras./ Derrota no Palestra Itália para o descompromissado Atlético Mineiro, quando o verde precisava de um mero empate./ Na Copa do Brasil de dois mil e cinco, vitória sobre o Corinthians por três a zero na partida de ida pelo Cianorte./ Na volta, na capital paulista, um chocolate histórico por cinco a zero./ Contra o próprio Corinthians, na edição desse ano da mesma Copa, boa vitória por três a um em Goiânia; revés gritante por quatro a zero na volta, uma semana depois./ De todo modo, a própria saída de Joel Santana, sob qualquer circunstância, não deve ser vista a bons olhos./ O resultado, em regra, é um só.//
O América continua, o Flamengo pára./ O América não poderá decidir no México, uma hipotética decisão, nem jogar o Mundial de Clubes, caso conquiste a Libertadores./ O prejuízo do Flamengo pode atingir os vinte milhões de reais, entre prêmios, direitos de transmissão e bilheterias./ O Flamengo perdeu, muito mais do que o América ganhou.//
coluna UniBrasil Esporte Clube
Band Sports
quarta-feira, 14 de maio de 2008
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2 comentários:
Fala Kléston! Ow, tá na hora de atualizar já cara, não acha? Falow, abraços...
Vim agradecer seu comentário lá no meu! haha e vc é são paulino? haha
não entendo muito de futebol se nao acrescentaria um bom comentario sobre aqui haha ;**
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